Em seu primeiro dia a mesa redonda “Por uma história regional: novas trajetórias científicas sobre a cultura oitocentista” aborda variadas linhas de pesquisas científicas

Na manhã desta quarta-feira, 18, ocorreu o primeiro debate da mesa redonda “Por uma história regional: novas trajetórias científicas sobre a cultura oitocentista”, que reuniu os pesquisadores e professores Ana Cristina Pereira Lima, Jeferson Candido Alves, Vanessa Spinosa e o mediador Douglas Araújo.

A primeira temática abordada foi “Crianças pobres e órfãs no mundo do trabalho: trajetos de pesquisa” tema de doutorado da professora Ana Cristina Pereira Lima na Universidade Federal do Ceará. A professora comentou que não é possível fazer uma história social da infância, pois a própria construção do sujeito infantil é histórica, temporal e, portanto não é possível catalogar um modelo de infância.

Ao longo de sua fala ela aborda que é preciso olhar a criança como sujeito histórico de suas próprias realidades percebendo como as experiências dessas crianças em contato com aquele universo de normas e ordenamentos de suas posturas irão construir suas histórias que, por conseguinte, serão vivenciadas como algo comum do século XIX. É preciso entender que a ideia de infância e criança vai se formando e alterando ao longo do tempo até chegar a nossa noção contemporânea da mesma.

Em seguida, o prof. Jeferson Alves expôs o tema “Tempos de angústia; família e patrimônio nos sertões da província do Rio Grande do Norte” projeto de conclusão de mestrado do ministrante na Universidade Federal de Campina Grande.

Ele apontou vários dados de sua pesquisa para embasar que é preciso estudar a histórias das famílias a partir de um estudo demográfico além de que é preciso destruir a base conservadora que só existe uma família constituída de pai e mãe casados na igreja. Ele mostra que no século XIX já se tinha famílias constituídas de mães solteiras, escravas, não consagradas pelo casamento, entre outras.

No final das apresentações, o mediador Prof. Dr. Douglas Araújo abriu espaço para os alunos fazerem perguntas aos palestrantes dando início a debates bem interessantes e empolgantes.

A professora e organizadora do evento Vanessa Spinosa comentou que o evento é fruto de uma observação na sala de aula em que os alunos de graduação querem entender os percursos investigativos das ciências humanas.

Vanessa Spinosa espera que os temas abordados durante todo o evento fomente a pesquisa e que futuramente venhamos a ter pesquisadores que procurem estudar desde os primórdios da história até a atualidade.

Nos próximos dias os alunos irão ter contato com diversos níveis de pesquisa científicas.

Alunos participam atentos ao primeiro dia da mesa redonda “Por uma história regional: novas trajetórias científicas sobre a cultura oitocentista”. Fotografia de Rafaela Sousa.

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