Uma semana inteira para treinar a perspectiva geográfica. Esse foi o objetivo da visita técnica realizada pelos estudantes do curso de Geografia da UFRN, sob a orientação dos professores Lutiane Queiroz de Almeida e Francisco Jablinski Castelhano. A atividade proporcionou diferentes aprendizados, envolvendo ensino, pesquisa e extensão, em seis dias de intensa programação.
No último dia 29 de novembro, o ônibus da UFRN partiu em direção a Maceió (AL), a fim de mostrar e discutir com a turma os impactos derivados da exploração de sal-gema. A visita foi acompanhada por membros da Defesa Civil de Maceió e pela professora Nivaneide Alves, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), conhecedores das questões locais.
O estudante Eduardo Teixeira conta o que sentiu ao conhecer as regiões inundadas devido à exploração do sal-gema no local. “Embora a pesquisa de campo tenha sido bastante enriquecedora e animadora no sentido da observação, o cenário se mostrou bastante sensível, pois, quando consideramos toda a problemática ambiental e as consequências que esse desastre trouxe e ainda traz à população, fica em evidência o longo caminho que se tem pela frente para mitigar os danos causados pela empresa”, coloca.
O grupo seguiu viagem para conhecer a Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso, no estado da Bahia, e, em seguida, o Canyon Rio São Francisco, em Alagoas. Esses momentos permitiram que os estudantes colocassem em prática técnicas de pesquisa em Geografia Física, identificando formações geológicas, além de formas de relevo e tipos de vegetação nos monumentos paisagísticos que fazem parte dos territórios visitados.
A visita estendeu-se até Canudos, onde houve contato com as locações da Guerra de Canudos e o Raso da Catarina, uma região seca e semiárida da Caatinga. A proposta foi correlacionar a geografia física com as outras áreas de conhecimento, ensinando na prática como é possível trabalhar a geografia de uma forma sistemática e interdisciplinar, destaca Vinicius Germano, também estudante do curso, que participou da experiência.
Ao final da visita técnica, a turma retornou com uma série de experiências e entendimentos novos, ofertadas pelo contato com a realidade. “Adquirimos conhecimentos e vivências que auxiliaram na modelação da geografia dentro de cada estudante de licenciatura”, finaliza a estudante Fátima Gonçalves.
