Em Natal, o CCHLA realizou a discussão no auditório do Instituto Ágora, no Campus Central, tendo como mediadores a Pró-reitora de Gestão de Pessoas (Progesp), Mirian Dantas dos Santos, a coordenadora do curso de Jornalismo, do Departamento Comunicação Social (Decom), Kênia Maia, e o presidente da Associação dos Docentes da UFRN (Adurn), Wellington Duarte.
Na visão a pró-reitora Mirian Danta, o debate no CCHLA foi positivo, pois permitiu apresentar e esclarecer muitos ponto sobre o projeto. “Buscamos mostrar o que está no texto do projeto Future-se, que nem sempre é lido, para discutirmos o que representa, na prática, a proposta do governo de maneira a permitir uma reflexão não apenas do projeto em si, mas também dos contextos que estamos atravessando nos últimos anos”, destacou Mirian. Para ela, o projeto não está claro e chega em um momento difícil e de muita incerteza, por isso a necessidade de uma ampla discussão.
A coordenadora do curso de Jornalismo do Decom/UFRN, Kênia Maia, disse ter observado que o projeto foca muito em palavras chaves como “mercado” e “desempenho” o que, na sua visão, desvirtua o que se entende como universidade pública, gratuita, inclusiva e de qualidade. “Percebi que a proposta se preocupa com pesquisa e fala em ensino como ‘carga ordinária’ deixando de lado uma série de questões importantes do processo educacional”, ressaltou.
Segundo Kênia, o projeto tem “muitas pegadinhas” e parece querer “acabar com a autonomia universitária”, pois desconsideraria os colegiados, desde os departamentos até os conselhos superiores, ficando as decisões nas mãos de Organizações Sociais.
