O Departamento de Filosofia (DFIL/UFRN) realiza, de 30 de janeiro a 1º de fevereiro, o 4º Seminário Ibero-Americano de Estudos Neoplatônicos. O evento tem como tema central: Mística e Política e acontece no formato híbrido, com atividade presencial no Instituto Ágora e online no canal do YouTube do Programa de Pós-graduação em Filosofia (PPGFIL). Para participar, é necessário realizar inscrição no Sigaa.
No primeiro dia do evento, a ação se inicia às 10h com as palestras: La vía racional de ascenso al Bien en Plotino, ministrada por Malena Tonelli, da Universidad Nacional de La Plata; Asimilación, deificación y experiencia mística en Plotino, com Marcelo Andrés Poblete, da Universidad Nacional de San Juan; Plotino e a justificativa do poder político do imperador Juliano, o rei-filósofo, com participação de Bruno Camilo de Oliveira, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido; e Mística e anarquia: considerações neoplatônicas, ministrada por Cícero Bezerra, da Universidade Federal de Sergipe.
A atividade segue à tarde, das 15h às 18h, com a segunda sessão de Neoplatonismo Antigo. O evento tem continuidade com a palestra Exégesis mística y disposición ‘política’ del alma en Proclo, conduzida por José Maria Zamora Calvo, da Universidad Autónoma de Madrid, seguida pela apresentação Prendersi cura degli uomini secondo il modo che è proprio degli dèi: l’ascesa dalle virtù politiche alle virtù teurgiche nella Vita Procli di Marino, com Claudia Gianturco, da Università degli Studi di Salerno. As últimas palestras do dia são Apofatismo na filosofia procleana: consequências de um Uno imparticipado, apresentada por Suelen Pereira da Cunha, da Universidade Federal do Ceará, e Autarquia y mística en Proclo, ministrada por José María Nieva, da Universidad Nacional de Tucumán. A programação completa está disponível na página do evento no Sigaa.
O seminário é realizado desde 2000 e tem apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Oscar Federico Bauchwitz, professor do DFIL e organizador do evento, afirma que o Neoplatonismo é pouco difundido no Brasil, mas que o PPGFIL tem estudado a temática e apoia ações sobre o assunto. “A relevância dessa atividade é, principalmente, estabelecer relações acadêmicas de cooperação científica”, conclui.

