O Departamento de Artes da UFRN (Deart/UFRN) realiza, nesta quarta-feira, 21, a exposição e feirinha de gravuras Voo. O evento traz produções das turmas de gravura do curso de Artes Visuais do ano de 2022, sob orientação da professora Mariana do Vale. A atividade acontece na Galeria Laboratório do Deart, a partir das 17h.
Com produções que dialogam com temas como o corpo, a natureza, o político e o abstrato, nessa mostra a gravura ganha novas dimensões e alça voo na experimentação. Além da exposição, os artistas estarão vendendo seus trabalhos em uma feirinha de gravuras. “Foram quatro turmas, resultando em 80 alunos, mais ou menos, mas obviamente nem todos vão expor e ficou a critério de quem quisesse participar”, conta Mariana do Vale.
A professora explica que a exposição tem o nome voo porque é um diálogo entre pensar a questão da gravidade, da pressão ao que é inerente à materialidade da gravura, da arte e do voo quando os alunos trazem obras entendendo a gravura como uma prática expandida. “Isso quer dizer que podem usar outros suportes que não papel. Eles usam um tecido e usam papel vegetal. Temos alguns alguns trabalhos diferenciados, com colagem e tudo mais. Chama-se voo por causa dessa ideia de que eles se expandem, acham voos para experimentação”, relata.
A professora conta qual sua expectativa para o evento. “Espero que seja uma oportunidade de visibilidade da produção e qualidade artística dos nossos alunos. Além disso, é um evento aberto à comunidade externa à Universidade, com isso pretendemos ir criando público também consumidor da produção artística potiguar e, nesse caso, especialmente para a gravura. A gravura costuma estar vinculada ao cordel, além de ser uma prática historicamente marginal na história da arte. Essa é uma oportunidade de mostrar um outro olhar, um olhar expandido para a gravura”, conta.
A professora convida as pessoas que tiverem gravuras e matrizes a levarem suas obras, pois o ateliê estará aberto para imprimir o material. “Também teremos uma discotecagem na abertura e nós vamos fazer uma espécie de obra coletiva e performática no início do evento”, revela.
