Alguns seres conseguem deixar um legado tão importante que, mesmo após a passagem, suas produções, feitos e/ou pensamentos e reflexões continuam sendo cultuados, acessados ou utilizados por grupos de pessoas em diversas partes do planeta.
Um caso concreto é do filósofo alemão Martin Heidegger, um renomado existencialista e conhecido como um dos maiores filósofos do século XX, tendo sido professor e escritor, exercendo grande influência em intelectuais como Jean-Paul Sartre.
Diversos aspectos do seu pensamento já foram estudados e compartilhados por experts no filósofo em jornadas na UFRN. Houve uma pequena paradinha e agora o evento retorna em sua quinta edição, com o tema “O Amor Original”.
Na abertura o professor Dax Moraes, coordenador do mesmo, lamentou que problemas financeiros e alguns pessoais dos convidados tenham provocado mudanças na programação, anunciou algumas e deu por aberta a jornada, que prossegue até sexta, dia 19, com conferências e sessões, sempre a partir das 14h no auditório do D do CCHLA/UFRN.
A programação está disponível no sítio https://jornadaheidegger.wor
Os participantes, durante a jornada, vão mergulhar em diversas questões sobre o filósofo que nasceu em Messkirch, uma pequena cidade católica do Estado de Baden, na Alemanha, no dia 26 de setembro de 1889 e faleceu em Friburgo, Alemanha, no dia 26 de maio de 1976. A filosofia de Heidegger baseia-se na ideia de que o homem é um ser que busca aquilo que não é. Seu projeto de vida pode ser eliminado pelas pressões da vida e pelo cotidiano, o que leva o homem a isolar-se de si mesmo. Heidegger também trabalhou o conceito de angústia, a partir do qual o homem transcende suas dificuldades ou deixa-se dominar por elas. Assim, o homem seria um projeto inacabado.
Algumas de suas obras mais importantes são: “Novas Indagações sobre Lógica” (1912), “O Problema da Realidade na Filosofia Moderna” (1912), “O Conceito de Tempo na Ciência da História” (1916), “O Que é Metafísica?” (1929), “Da Essência da Verdade” (1943), “Da Experiência de Pensar” (1954), “O Caminho da Linguagem” (1959) e Fenomenologia e Teologia” (1970).
A Jornada Heidegger tem como missão celebrar a memória dos 40 anos desde o falecimento de Martin Heidegger e é promovida pelo departamento de filosofia do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFRN.
