Os alunos do curso de políticas públicas tem no professor Fábio Fonseca Figueiredo um incansável buscador de bons temas para discussão e debate. Coordenador do grupo de pesquisa Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento, Figueiredo, não poupa esforços no sentido de apresentar temas sempre relevantes e importantes para a formação de uma consciência crítica apurada entre os alunos do curso e curiosos em geral.
Seu esforço foi enaltecido pelo chefe do departamento, professor Alexsandro Ferreira, que abriu o seminário “Mercados de terras agrícolas no semiárido nordestino” e deu boas vindas ao palestrante da tarde, o professor do departamento de economia, Rogério Cruz, doutor em desenvolvimento econômico e entusiasta de tudo relacionado a economia potiguar.
Sua participação começou com um relato sobre seu grupo de pesquisa que estudou os impactos da construção da barragem Armando Ribeiro Gonçalves no vale do Açu, abordando aspectos como a especulação de terras, política fundiária, fruticultura irrigada, seguindo em direção à questão do mercado de terras, que segundo o professor, começou em 1850 e colocou a terra como um valoroso ativo financeiro nos tempos atuais.
Para Cruz o capitalismo tem tido predileção especial para aquisição de terras, demonstrando o palestrante ser esse investimento seguro e que vem obtendo os melhores ganhos na atualidade. Neste sentido narrou o surgimento deste mercado, com referências as terras indígenas, sesmarias, posses, propriedade privada, mercadoria, até a terra passar a ser um ativo gerador de riqueza, chegando a afirmar que “o problema do semiárido não é a seca, é a cerca”.
Citando autores que utilizou em seu trabalho, Rogério criticou políticas públicas brasileiras em todos os níveis e respondeu questionamentos mais específicos sobre a questão da terra no vale do Açu sob o impacto da construção da barragem Armando Ribeiro que, na sua avaliação foi perniciosa na questão fundiária.
Site citado: www.gestaodeterras.com.br.

