No dia 3 de março, às 18h30, a estudante Cristiana de Lima Bernardo, pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social, do Centro de Ciências Humanas Letras e Artes (CCHLA), defende sua dissertação de mestrado intitulada “Práticas agrícolas e saberes locais do Povo Potiguara da Paraíba: espaços e produção de alimentos a partir da mandioca”. É a primeira vez que a Universidade Federal do Rio Grande do Norte celebra uma defesa de mestrado de uma aluna de origem indígena, em um local indígena. O momento histórico acontece na Escola Municipal Indígena Maria das Dores Borges, na Aldeia Alto do Tambá, em Baía da Traição (Paraíba).
O trabalho buscou refletir sobre a alimentação e as formas de manejo da terra voltada para a produção de alimento do povo Potiguara da Paraíba. Deu especial destaque também para as atividades voltadas aos modos de cultivo e da produção de derivados da mandioca. Além disso, a dissertação pretendeu descrever as formas de escolha e de manejo da terra para construção de moradias, abertura de roças e composições de lugares habitados.
A banca de avaliação será composta dos professores José Glebson Vieira (orientador), Paulo Victor Leite Lopes (presidente), Carlos Guilherme do Valle (UFRN), Rita de Cássia Maria Neves (UFRN) e Felipe Sotto Cruz (UFBA).
Segundo a mestranda Cristina Bernardo, o trabalho faz parte da sua história, mas também do seu povo. “Tenho em mente que, embora seja um trabalho escrito por mim, onde se relata parte de minha história e da minha família, é também a história contada a partir de uma visão indígena, sobre a história de seu próprio povo, do meu povo Potiguara da Paraíba”, disse a pesquisadora nas redes sociais.

