Dehis promove conferência sobre bicentenário da independência mexicana

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Departamento de História (Dehis), promove nesta quarta-feira, 6 de julho, a conferência A independência do México 200 depois: um debate sobre a revolução, os povos e o governo, com participação da professora Larissa Riberti. O evento acontece no Auditório B do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), das 19h às 21h. As inscrições podem ser feitas pelo Sigaa.

Segundo Carmen Alveal, coordenadora do Ciclo de Conferências, esse é o quarto encontro de uma série de sete do projeto de extensão Reflexões sobre o Bicentenário da Independência, promovido pelo Laboratório de Experimentação em História Social (LEHS). “Agora discutiremos a independência do México, para pensar o contexto do início do século 19, e perceber quais são as diferenças e semelhanças existentes com o Brasil”, aponta a professora. No dia 13 de julho, o Ciclo traz o professor João Paulo Peixoto Costa, do Instituto Federal do Piauí (IFPI), especialista em questões indígenas, que reflete a situação dos povos indígenas tanto no período da independência quanto na atualidade.

Carmen Alveal destaca que os encontros não são momentos de comemoração ou celebração de uma data ou momento histórico, mas sim de reflexão sobre a história do Brasil. “Resolvemos trazer especialistas que pudessem realizar um debate qualificado sobre o assunto, com base em estudos. É um privilégio para os alunos de graduação e pós-graduação poderem discutir com esses profissionais, que são inclusive parte da bibliografia do curso de História”, conclui.

A temática da palestra do encontro desta semana será a independência do México, um processo que se inicia no ano de 1810 e se consolida em 1821, visto como uma luta revolucionária que contou com participação de setores da classe média, influenciados, em certa medida, por ideais liberalistas.

“É importante destacar o caráter popular de lutas que explodiram pelo território durante a guerra, que incluíram a participação de indígenas e camponeses, classes sociais profundamente exploradas no período colonial. A palestra busca compreender essas interpretações historiográficas, além de destacar as lutas populares que configuraram o processo e tecer possíveis identificações com a independência do Brasil”, explica Larissa Riberti.

Via Agecom

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