Ao longo dessa semana, várias cruzes podem ser vista nos arredores do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFRN. A ação, desenvolvida pelo Coletivo Acadêmico de Ciências Sociais – CACS da UFRN remete as 564 pessoas mortas no estado de São Paulo entre os dias 12 e 20 de maio de 2006.
Segundo apontam os pesquisadores, o massacre conhecido como “Crimes de Maio” fazia parte de uma ação de vingança dos agentes de segurança do estado em oposição aos conhecidos ataques da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), que se concentraram nos dois primeiros dias do período.
Até o presente momento, apenas um agente público foi punido pelas mortes. Condenado, ele responde em liberdade e continua atuando como policial militar.
O grande número de homicídios e o descaso da justiça em punir os responsáveis deu origem ao movimento “Mães de Maio”, formado, sobretudo, por familiares das vítimas da chacina.
Débora Maria da Silva, fundadora do grupo Mães de Maio, perdeu seu filho, Edson Rogério Silva dos Santos, 29, nos ataques de maio de 2006.
O movimento social se tornou referência para outras famílias preocupadas com a grande violência que mata milhares de pessoas todos os anos no Brasil.

