A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) sediou, na segunda-feira, 14 de setembro, a mesa-redonda “Totalitarismo e Autoritarismo em diferentes perspectivas: ocidente e oriente”. O evento ocorreu no auditório B do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), das 16h às 18h, e reuniu os professores doutores Haroldo Carvalho, do Departamento de História, e Fernando Pureza, do Departamento de Práticas Educacionais e Currículo, para debater as emergências autoritárias e totalitárias que tomam o tempo presente.
O encontro também contou com a participação do Coordenador-Geral das Licenciaturas no Centro Acadêmico de História Leilane Assunção (CAHISLA), Juan Carlos de Souza Lima e Oliveira, que defendeu, na abertura, a valorização da produção acadêmica e das iniciativas discentes na graduação, sejam eventos e debates, sejam publicações escritas.
A mediação foi realizada pela estudante do 4º período da Licenciatura em História e coordenadora do Grupo de Estudos sobre Totalitarismo e Autoritarismo Contemporâneo (GETAC), Alice Sofia do Nascimento Lopes. Nas redes sociais do Grupo, Alice afirmou: “Em um momento de tanto ódio aos grupos minorizados, tratar de totalitarismo e autoritarismo é indispensável para que um mundo mais respeitoso seja construído”.
“Vivemos sempre sob a ameaça das ditaduras”, na perspectiva dos professores palestrantes, e a erosão democrática seria uma das condições que a intensifica. O encontro analisou, principalmente, as conexões entre o avanço dos movimentos de extrema-direita no cenário internacional, como o crescimento do partido Alternative für Deutschland (AfD), na Alemanha, e as políticas contra imigração nos Estados Unidos durante o governo Trump.
Em suas respectivas falas, os docentes também discutiram os pilares sociais, políticos e econômicos dos regimes autoritários e totalitários nos séculos XX e XXI.
No que tange ao lado oriental, os professores destacaram a influência do comunismo de mercado chinês na produção de recursos em escala mundial e do Estado de Israel no cenário internacional, que beira cada vez mais o autoritarismo. Também lançaram luz sobre a construção do discurso de ódio no debate global contemporâneo e suas relações com as vivências não hegemônicas dentro e fora da Europa.
O encontro propôs, ainda, uma reflexão sobre a relação entre passado e presente como algo dinâmico, em que aquilo que se passou constitui parte da experiência humana no mundo por meio de sua busca por orientação ao mobilizar o tempo.
A realização de um evento dedicado ao estudo do totalitarismo e do autoritarismo contribuiu para ampliar o debate sobre a temática, sobretudo em um contexto de crescente discriminação e intolerância às diferentes formas humanas de existir. O espaço da UFRN recebeu, assim, a discussão sobre essas questões na segunda-feira, 14 de setembro de 2026.
