Universidade discute direitos e criminalização da juventude

De 14 a 16 de agosto, no Centro de Educação (CE), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), acontece o Simpósio Nacional: a poética da (r)existência, tendo como tema A Poética (R)Existência: direitos, artes e vivências das infâncias e juventudes.

Esta edição celebra o aniversário de 10 anos do Observatório da População Infanto juvenil em Contextos de Violência (Obijuv), que é um projeto desenvolvido desde 2009 na UFRN. O Observatório atua no monitoramento das políticas para a juventude e no incentivo de ações que produzam o empoderamento dos jovens das periferias urbanas.

A programação traz temáticas como saúde mental e redes de cuidado para a população jovem, gênero e sexualidade, artes e resistências, democracia, participação e direitos sociais, mediadas por importantes estudiosos nacionais. É o caso da historiadora Fernanda Jardim, militante anticárcere, pesquisadora em questão racial e criminologia que vai discutir estratégias para o enfrentamento da letalidade infantil.

Nos dias 12 e 13, o geógrafo Caio César, escritor e pesquisador sobre masculinidades negras, vai mediar o minicurso Entendo as masculinidades, direcionando apenas para homens. Não há restrição de etnia ou sexualidade, é preciso apenas ter idade a partir dos 16 anos. A participação integral nos dias é obrigatória para a obter o certificado. Para se inscrever no minicurso, basta acessar aqui.

A programação cultural contará com a presença do grupo Slam das Minas e diversas outras atrações. Para conferir, basta acessar o Instagram do Obijuvi. As inscrições no evento devem ser realizadas através do site do projeto.

Mais sobre o Observatório

As ações do Obijuv estão baseadas em três eixos: ensino, pesquisa e extensão. Além disso, o Observatório é uma ferramenta de controle social das políticas e das violações de direitos humanos cometidas pelo Estado frente à juventude. Sob a perspectiva crítica das políticas sociais, o projeto propõe o desenvolvimento de investigações e ações no âmbito da Universidade e comunidade, com vistas a fortalecer a autonomia e o protagonismo político dos jovens, servindo, dessa forma, como ferramenta de transformação social

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