O Congresso Internacional de Literaturas e Culturas Africanas, Griots, iniciativa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), nasceu com o intuito de afirmar lugares de fala, de perspectivas, e de diversidades que viabilizam a comunidade afrodescendente mundo afora. O encontro, coordenado pelas professoras Tânia Lima e Izabel Nascimento, promove uma reflexão sobre estudos transculturais, anticolonialismo, ancestralidades, sexualidade, questões diaspóricas e a temática racial.
A primeira edição do Griots aconteceu em maio de 2009. Desde então, o evento proporciona conferências, oficinas, mesas-redondas, simpósios temáticos, performances poéticas musicais, e partilha conhecimento sobre a escrita literária no Brasil e no continente africano. “No percurso de mais de 10 anos, nós criamos um evento que é importantíssimo no contexto não apenas nacional mas também internacional, envolvendo as culturas africanas” diz a professora Tânia Lima.
A organização, por meio da publicação de livros, comemora a inclusão da coletânea Griots –culturas africanas – linguagem, memória, imaginário, na biblioteca virtual dos 225 livros mais importantes sobre temática racial no Brasil e no mundo. “A professora Izabel e eu organizamos o primeiro, que na verdade esses livros que são reconhecidos hoje como uma espécie de patrimônio público no combate ao racismo mundo afora. É um reconhecimento internacional, que advém justamente dos primeiros congressos que nós organizamos aqui, em 2009.”
“Produzimos durante esse tempo mais de 10 livros, então é um reconhecimento de um trabalho coletivo, de todos nossos irmãos quilombolas, indígenas, na desconstrução de todo esse racismo que aí está. A única possibilidade de incluirmos todas essas minorias que sofrem ao longo da história desde a escravidão até os dias de hoje é pela inclusão educacional. Nós só podemos trabalhar o racismo dentro de uma perspectiva educacional. Então a educação é a única porta de entrada para que as comunidades, que foram ao longo da história excluídas, sejam reconhecidas. E se temos uma dívida, ela é imensa.” continua a coordenadora.
Nesse sentido, o reconhecimento é partilhado com ao apoio significativo da UFRN, como diz a professora. “a UFRN desponta no nordeste como uma universidade que faz uma travessia, um percurso, por toda essa internacionalização dos estudos que não ficam apenas aqui no rio Grande do Norte, mas também na África e no contexto Europeu”.
Para conferir a biblioteca virtual, acesse: https://onedrive.live.com/?authkey=%21AGrnHP74fd3IOCg&cid=EB48622F585FE35A&id=EB48622F585FE35A%21297&parId=EB48622F585FE35A%21105&o=OneUp

