Data:
10/12/2019
Título:
"TELEOLOGIA E MORALIDADE NO CONTEXTO DA CRÍTICA DA RAZÃO PURA"
Resumo:
Esta dissertação visa realizar um exame acerca da teleologia e moralidade no contexto da Crítica da razão pura da autoria de Kant. O presente trabalho objetiva argumentar sobre a possibilidade de uma teleologia prática, assim como a possível ligação com a moralidade na primeira Crítica, para que seja possível esta finalidade a configuração desse trabalho segue a seguinte estrutura: no primeiro capítulo busca-se estabelecer uma distinção entre o entendimento e a razão. No segundo capítulo a meta é reconstruir a argumentação que fundamenta a teleologia entendida como teórica aos moldes traçados da Crítica. Por fim, o terceiro e último capítulo carrega o propósito de analisar a possibilidade de uma teleologia prática fundamentando a temática da moralidade no contexto da Crítica da razão pura. Desse modo, o trabalho pretende justificar que é possível pensar uma teleologia com fins práticos na obra inaugural do período crítico deste autor, possibilitando pensar outros aspectos do kantismo ao que se refere a sua ética.
Palavras-chave:
Razão, ideias, teleologia, moralidade.
Banca:
BRUNO RAFAELO LOPES VAZ (Presidente - UFRN)
ALEXANDRE MEDEIROS DE ARAUJO (Membro Externo - IFRN)
JOEL THIAGO KLEIN (Membro Externo - UFSC)

Dissertação não disponível

Data:
28/11/2019
Título:
"O PROJETO COSMOPOLITA HABERMASIANO: UM ESTUDO SOBRE A TEORIA E SEUS PONTOS SENSÍVEIS"
Resumo:
A mudança na ordem política e econômica mundial iniciada após a Segunda Guerra Mundial fez Jürgen Habermas refletir e escrever sobre ela. Este trabalho objetiva estudar a evolução da teoria cosmopolita habermasiana, que estudou fartamente sobre as condições de democracia nos Estados Nacionais, mas, observando as novas configurações da ordem mundial e tomando por base as ideias cosmopolitas de Immanuel Kant, reescreveu alguns de seus conceitos e apresentou novas formulações para uma sociedade mundial democrática e pacífica. Habermas estudou a formação das estruturas políticas dos Estados Nacionais e, em face da irreversibilidade da globalização, sugeriu uma legítima formação política em sociedades plurais, a partir de condições procedimentais de democracia diferentes das observadas nos estados nacionais, mas possíveis. Ele viu na caótica relação mantida pelos sujeitos do direito internacional uma situação insustentável, que sempre conduzia à guerra, e formulou uma nova configuração desses sujeitos estruturada em níveis de poder e competência política, de modo a praticar a democracia, manter a paz e garantir a observância dos direitos humanos. Habermas, contudo, sofreu severas críticas sobre questões essenciais de sua teoria, que também são analisadas neste estudo e confrontadas em face dos escritos do próprio Habermas e em face de outros autores que fizeram uma leitura diferente da teoria cosmopolita habermasiana.
Palavras-chave:
Teoria cosmopolita de Habermas; Nova ordem mundial; Democracia; Paz mundial.
Banca:
ANTONIO BASILIO NOVAES THOMAZ DE MENEZES (Presidente - UFRN)
EVANIA ELIZETE REICH (Membro Externo - UFSC)
OEL THIAGO KLEIN (Membro Externo - UFSC)

Dissertação não disponível

Data:
27/11/2019
Título:
"A NOÇÃO DE CONCÓRDIA NO IDEAL DE “ESTADO” AGOSTINIANO"
Resumo:
O objetivo desta pesquisa é analisar aspectos da filosofia política agostiniana para identificar onde reside e como se dá a noção de poder dentro do contexto da concepção de Estado justo. Para tanto, parte-se, primeiramente, da mudança religiosa e cultural ocorrida no império Romano com a oficialização do cristianismo como religião oficial. É neste cenário que a noção de concórdia estudada nesta pesquisa encontra suas origens, pois todo o caminho percorrido pela nova religião aponta a necessidade de uma teorização das relações entre Estado e Igreja. A posição defendida neste trabalho é a de que se encontra em Agostinho um conjunto de ideias que contém uma reflexão acerca de como o cristianismo poderia oferecer meios estruturantes para a manutenção e consolidação da ordem social e da paz, não somente para o Estado romano, mas para qualquer povo abertos aos preceitos divinos. Tal perspectiva surge a partir de situações específicas vivenciadas pelo Bispo de Hipona, a saber: a questão donatista, o saque de Roma, em 410, e a decadência do Império. Com realidades como estas, as quais apontavam para a desestruturação imperial e para uma divisão da Igreja, Agostinho propõe uma mudança de valores capaz de fazer todos os homens viverem bem na terra. Para tanto, o filósofo divide em dois grupos toda a humanidade, a saber a cidade terrena (que serve aos desejos) e a cidade celeste (que serve a Deus), mostrando o protagonismo do segundo grupo em saber administrar melhor os bens suficientes para a construção e manutenção da paz temporal. Além disso, um elemento presente na doutrina cristã e cunhado por São Paulo, a saber, a charitas, faz com a cidade celeste tenha um substrato potencial para promover união e responsabilidade coletiva. Sendo assim, empregados os preceitos divinos naquilo que funda e define o Estado, a saber a concórdia, ele pode ser transformado numa realidade que priorize algo que todos os humanos desejam: a paz terrena. Assim, o consenso fundante deve estar pautado pela busca da ordem social à luz da lei eterna, a qual oferece os meios mais eficazes para o ordenamento da sociedade, inclusive no sentido coercitivo. Ademais, sendo a paz temporal o desejo de uma multidão em acordo, ela tem o poder de determinar as formas de governo e leis. Desse modo, os desdobramentos resultantes da concórdia levarão a tese que o poder de um Estado reside nela e depende dela para ser justo.
Palavras-chave:
Agostinho de Hipona; Concórdia; Poder; Paz temporal; Caridade;
Banca:
GISELE AMARAL DOS SANTOS (Presidente - UFRN)
ANTONIO PATATIVA DE SALES (Membro Externo - UEPB)
MARIA SIMONE MARINHO NOGUEIRA (Membro Externo - UEPB)

Dissertação não disponível

Data:
22/11/2019
Título:
"O absurdo na existência: uma análise da condição humana na filosofia de Schopenhauer"
Resumo:
Procurando situar a filosofia de Arthur Schopenhauer (1788 – 1860) a partir da hegemonia da Vontade, esta pesquisa tem por objetivo apresentar de que maneira a existência humana pode ser considerada como absurda, porque pautada em um querer viver sem finalidade ou razão. A compreensão de uma existência absurda advém de uma interpretação feita por Clément Rosset (1939 – 2018) acerca da filosofia schopenhaueriana, segundo a qual o autor expõe que o querer, manifestação fenomênica da Vontade, é o centro para o qual convergem todas as incongruências existenciais. No entanto, para além da soberania da Vontade, também devemos expor algumas questões relativas à representação, já que é no contexto do mundo fenomênico, da natureza, que o espanto perante o absurdo da existência pode se tornar consciente para os seres humanos. Para tal fim, utilizamos, principalmente, O mundo como vontade e como representação (3ª ed. 1859), de Schopenhauer, e Schopenhauer, philosophe l’absurde (2ª ed. 1994), de Rosset.
Palavras-chave:
Schopenhauer; Vontade; Causalidade; Ausência de finalidade; Existência; Absurdo.
Banca:
DAX FONSECA MORAES PAES NASCIMENTO (Presidente - UFRN)
EDUARDO RIBEIRO DA FONSECA (Membro Externo - PUCPR)
JOSÉ THOMAZ ALMEIDA BRUM DUARTE (Membro Externo - PUCRJ)

Dissertação não disponível

Data:
07/12/2017
Título:
"Democracia Constitucional a respeito da finalidade e da forma de efetivação"
Resumo:
Qual a ligação entre a subjetividade e a intersubjetividade em uma ética das ciências filosóficas práticas? Pretende-se notar se o paradigma da intersubjetividade, da perspectiva individual, já supõe a subjetividade – perspectiva discursiva – embora o inverso não ocorra, necessariamente. Por este motivo a ética deve requerer sempre o descentramento em relação ao ego. A importância desta atitude ética para o cognitivismo é: o discurso filosófico científico não deve ser mero endossante de conclusões prévias ao processo investigativo que não advenham deste processo. Em “A Ética da discussão e a questão da verdade”, de Jürgen Habermas, há o questionamento quanto a um fundamento transcendental – base última de princípio epistêmico – e ao caráter individual da decisão de colaboração no discurso prático – disposição para chegar a conclusões verdadeiras pelo discurso ético. Neste debate recorre-se a autores diversos com o propósito de chegar a um denominador ético epistêmico em comum.
Palavras-chave:
Ética; discurso; democracia; reconhecimento.
Banca:
SERGIO LUIS RIZZO DELA SAVIA (Presidente - UFRN)
DANIEL DURANTE PEREIRA ALVES (Membro interno - UFRN)
DAX FONSECA MORAES PAES NASCIMENTO (Membro Interno - UFRN)

Dissertação não disponível

Data:
09/09/2019
Título:
"RAZÃO E HISTÓRIA EM HEGEL: a cultura filosófica como liberdade educação do sujeito"
Resumo:
Esta dissertação tem o objetivo de analisar, expor, verificar e refletir sobre os conceitos de Razão e História no sistema científico e Filosófico elaborado por Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1831), segundo a perspectiva da cultura (Bildung) do sujeito que desvela todo o processo de formação que engendra a lógica absoluta da idéia, como também o logos da natureza e o movimento do Espírito. Tal educação só é possível de ser realizada quando o sujeito adquire uma cultura filosófica que, a partir do método dialético de investigação histórica, foi criada pelas escolas de Filosofia que surgiram na Grécia clássica. Começando com Tales até chegar em Aristóteles. O conceito de substância e sujeito foram definidos por alguns destes pensadores que sintetizaram o mecanismo orgânico do todo como causa divina sob o preceito da teórica conceitual. Hegel é influenciado pelos estudos destes filósofos que esclareceram a história deste saber que ainda era vinculado a causa geocêntrica do universo. É neste contexto político de descoberta científica que a cidade grega desde então passa a ser o palco de estudos a respeito do poder político, da ciência da natureza e da ciência do homem como também da preocupação com o destino trágico de toda geração que é domesticada pela sofistaria de pensamento que corrompe os deuses, a natureza e os homens. Para fazer um julgamento do espirito histórico do homem moderno e de todo mundo antigo que o antecede, Hegel teve que tomar conhecimento da crise que evidencia a eticidade trágica de toda cultura ocidental que começa a ser examinada por Sófocles (495 a.C. - 406 a.C.) que escreveu o primeiro romance policial da história. É com este intuito que o poeta revela a decadência da mitologia recalcada no barco de Teseu, isto é, no Estado e na sua razão de ser real, ideal e corrompido. A razão de Estado baseada na fortuna e na força da lei natural é posta em xeque pelo logos hegeliano. Portanto, a cultura filosófica do sujeito que adquire a liberdade de pensar na História só é possível mediante a tomada de consciência-de-si dentro de um Estado de direito segundo a sua prescrição assentada na idéia de Razão moral que quebra com os ditames do poder refletido na lei do mais forte. Este julgamento é proferido pelo tribunal filosófico segundo a defesa da Filosofia como uma ciência rigorosa que investiga toda a história do homem e do mundo através de seus conceitos.
Palavras-chave:
História, razão, estado, cultura, ciência.
Banca:
ALIPIO DE SOUSA FILHO (Presidente - UFRN)
GLENN WALTER ERICKSON (Membro interno - UFRN)
ABRAHAO COSTA ANDRADE (Membro Externo - UFPB)

Dissertação não disponível

Data:
19/08/2019
Título:
"TRABALHO ALIENADO, FETICHISMO DA MERCADORIA E TEORIA DO VALOR EM KARL MARX"
Resumo:
O objetivo deste trabalho é defender que a superação do capitalismo implica emancipar os sujeitos de trabalhar nos termos da produção de mercadorias. As relações de produção capitalistas são aqui apreendidas como relações alienadas. Inicialmente, a partir dos Manuscritos econômico-filosóficos, tratar-se-á da relação estabelecida por Marx entre trabalho alienado e propriedade privada, destacando tal obra enquanto o primeiro esforço feito por Marx na direção de seus estudos sistemáticos sobre as relações capitalistas de produção. Em seguida, vemos que em O capital Marx avança ao desvelar o duplo caráter do trabalho representado nas mercadorias e, consequentemente, o tipo de dominação que a lógica própria do valor nos subsume. Conforme demonstra Lukács em sua Ontologia, destaca-se que o trabalho é categoria fundante, gênese ontológica do ser social posto que se trata de uma ação teleológica dos sujeitos em seu metabolismo com a natureza. Ao mesmo tempo, como demonstrado em O Capital, o trabalho é o único tipo de atividade capaz de produzir valor, forma social tomada pela riqueza no capitalismo. A contribuição de Postone é utilizada para reafirmar que a lógica do capital consiste num movimento ensandecido de auto expansão do valor – portanto, do trabalho -, deixando claro que não é possível superar o capitalismo sem abolir o valor, ou o trabalho, enquanto mediador social. Assim, será possível defender que o caminho para realizar a liberdade humana requer a superação de duas coisas, que na verdade representam uma só: a ruptura com a lógica do valor e, consequentemente, com o tipo de trabalho que o produz. Palavras-chave: alienação; liberdade; teoria do valor; fetichismo da mercadoria; Karl Marx.
Palavras-chave:
alienação; liberdade; teoria do valor; fetichismo da mercadoria; Karl Marx.
Banca:
MARIA CRISTINA LONGO CARDOSO DIAS (Presidente - UFRN)
MARACAJARO MANSOR SILVEIRA (Membro Externo - UFF)
PAULO HENRIQUE FURTADO ARAÚJO (Membro Externo - UFF)

Dissertação não disponível

Data:
30/08/2019
Título:
"DOMINAÇÃO E LIBERDADE EM HERBERT MARCUSE"
Resumo:
A proposta central desse trabalho é investigar em Eros e civilização (1955) e O homem unidimensional(1964), obras de Herbert Marcuse, a forma como a sociedade pré e tecnológica tem determinado os limites da liberdade através de mecanismos de controle. Essa análise parte num primeiro momento deEros e civilização, da leitura de Marcuse sobre as especulações antropológicas de Freud. Marcuse nessa obra usa a psicanálise para problematizar a relação entre civilização e repressão, assim como para pensar os espaços de liberdade que restam, representados pelos espaços de recusa. Em seguida é abordado em O homem unidimensional os novos elementos que aparecem em torno de uma dominação mais fechada nos países capitalistas desenvolvidos que caracteriza o esvaziamento quase total da liberdade na sociedade tecnológica. A partir dessa discussão verificou-se que os argumentos de Marcuse são relevantes para entender o contexto da sociedade sem oposições e para pensar possíveis estratégias de resistência e atuação política na contemporaneidade.
Palavras-chave:
Liberdade; psicanálise; política; tecnologia; repressão.
Banca:
ANTONIO BASILIO NOVAES THOMAZ DE MENEZES (Presidente - UFRN)
MARIA CRISTINA LONGO CARDOSO DIAS (Membro interno - UFRN)
REGINALDO OLIVEIRA SILVA (Membro Externo - UEPB)

Dissertação não disponível

Data:
07/02/2019
Título:
"O DILEMA DE WOLLSTONECRAFT: FEMINISMO E CIDADANIA NO PROJETO DEMOCRÁTICO DE CHANTAL MOUFFE "
Resumo:
Esta pesquisa investiga o Dilema de Wollstonecraft, criado por Carole Pateman a partir de suas observações entre as reivindicações de uma cidadania pela igualdade e de uma cidadania da diferença pelo movimento feminista, partindo das reivindicações de Mary Wollstonecraft, ainda no século XVIII. E a partir da discussão provocada por Pateman a respeito da cidadania e a condição social da mulher, iremos ver como Chantal Mouffe apresenta a proposta da construção de uma cidadania pluralista agonística, que pretende ser a base de uma Democracia Radical e solucionar o dilema da reivindicação de igualdade e de reconhecimento das diferenças.
Palavras-chave:
Mulheres; cidadania; igualdade; diferença; democracia.
Banca:
Prof. Dra. CINARA MARIA LEITE NAHRA (Presidente - UFRN)
Prof. Dra. MARIA CRISTINA LONGO CARDOSO DIAS (Membro Interno - UFRN)
Prof. Dra. FLÁVIA CARVALHO CHAGAS (Membro Interno - UFPel)

Dissertação não disponível

Data:
01/02/2019
Título:
"Liberdade, causalidade e natureza humana em Immanuel Kant "
Resumo:
A presente dissertação tem por objetivo percorrer três caminhos básicos na obra de Immanuel Kant (1724-1804): a) na Crítica da razão pura (1781/1787), investigar o problema da conciliação entre liberdade e natureza na terceira antinomia, demonstrando como, a partir de uma solução crítica enraizada no Idealismo Transcendental (sobretudo por meio da distinção fenômeno/coisa-em-si), pode o sistema da crítica admitir a possibilidade teórica do conceito de liberdade; b) na Fundamentação da metafísica dos costumes (1785), examinar em que medida esse mesmo conceito de liberdade é considerado de um ponto de vista prático, contribuindo, assim, para o estabelecimento de uma analítica da moralidade com base na razão; c) na Crítica da razão prática (1788), reconstruir os principais argumentos que avaliam a hipótese de uma razão prática pura, cuja lei, que orienta o agir, é reputada como um fato imediatamente reconhecido pela consciência moral. A dissertação também ensaia a relação entre uma filosofia moral pura (expressa nos termos da Fundamentação e da segunda Crítica) e aquilo que seria uma segunda parte da ética, denominada por Kant de antropologia prática (ou, simplesmente, filosofia moral aplicada), cuja tarefa seria, sobretudo, a de estudar as condições subjetivas (pertencentes à natureza humana, interpretada sensivelmente), contrárias ou favoráveis à execução das leis da razão prática. Desse modo, não seria o conceito de liberdade mera condição de possibilidade de uma determinação imediata (isto é, a priori) da vontade por meio da razão, mas, também, aquilo que permitiria a própria experiência moral, tomada em sentido concreto (esta, objeto da antropologia).
Palavras-chave:
Liberdade. Causalidade. Razão. Vontade. Antropologia.
Banca:
Prof. Dr. EDRISI DE ARAUJO FERNANDES (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. ALEXANDRE MEDEIROS DE ARAUJO (Membro Externo - IFRN)
Prof. Dr. REGINALDO OLIVEIRA SILVA (Membro externo - UEPB)

Dissertação não disponível

Data:
01/02/2019
Título:
"O COMENTÁRIO DE TOMÁS DE AQUINO AO LIBER DE CAUSIS: ELEMENTOS DE UMA METAFÍSICA NEGATIVA"
Resumo:
Esta dissertação apresenta a recepção do neoplatonismo no pensamento de São Tomás de Aquino, mais especificamente seu Comentário ao Liber de Causis. Por tratar-se de uma síntese dos Elementos de Teologia de Proclo, como identificará São Tomás, o Liber de Causis preserva a mesma ordem triádica, hierárquica e dinâmica que constituem a causa de toda existência: Divina, Inteligível e Psíquica. São Tomás se serve da doutrina neoplatônica tanto para distinguir essas causas quanto para investigar como elas se relacionam entre si, a partir do ente material ao próprio ser subsistente, considerando as ideias de participação de todos os seres no Ser primeiro por uma certa causalidade metafísica e o conceito de negatividade do conhecimento humano frente a absoluta transcendentalidade da causa primeira.
Palavras-chave:
Ser; Causalidade; Negatividade; Neoplatonismo.
Banca:
Prof. Dra. OSCAR FEDERICO BAUCHWITZ (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. SERGIO EDUARDO LIMA DA SILVA (Membro Interno - UFRN)
Prof. Dr. JOSE TEIXEIRA NETO (Membro externo - UERN)

Dissertação não disponível

Data:
31/01/2019
Título:
"SUPER-HUMANO: PROPOSTA ATUAL PARA A SUPERAÇÃO DO HOMEM "
Resumo:
Desde que o homem resolveu sair da caverna e desbravar o mundo, levou consigo vários desejos. Talvez, dentre tantos que ainda carrega em seu poder, o que o afeta de forma vital, ou mais precisamente dizendo, de maneira essencial, se mostrando necessário para a manutenção da vida, é o desejo de superar a si mesmo. Diante de tamanho querer, Friedrich Nietzsche (1844-1900), aquele que procurou compreender com demasiada profundidade uma tensão interna do sentimento humano, foi o que propôs o “super-homem” como proposta para a superação do homem a partir de uma força oriunda do próprio indivíduo por se encontrar nele mesmo, a fim de transvalorar as dicotomias, erros e preconceitos que negavam a existência, em prol da afirmação da mesma. Mais tarde, a proposta de superar o homem anunciada por Nietzsche na segunda metade do século XIX, retorna, só que não mais a partir da ideia de uma força oriunda do próprio indivíduo, mas do aprimoramento deste por meio de aparatos tecnológicos, prometendo fazer do homem um “super-humano”: proposta atual para a superação do homem promovida pelo transhumanismo por entender que o homem não é o estágio final da evolução humana, devendo ser superado a partir de aparatos tecnológicos que contribuirão para o aumento das suas capacidades – ingressando numa existência na qual todas as características do corpo estarão aprimoradas.
Palavras-chave:
Nietzsche; Transvaloração-dos-valores; Super-homem; Transhumanismo; Aprimoramento-biotecnológico; Super-humano.
Banca:
Prof. Dra. CINARA MARIA LEITE NAHRA (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. EDRISI DE ARAUJO FERNANDES (Membro Interno - UFRN)
Prof. Dr. PABLO MORENO PAIVA CAPISTRANO (Membro externo - IFRN)

Dissertação não disponível

Data:
19/12/2018
Título:
"O Real e o Conhecimento "
Resumo:
O presente trabalho visa analisar a natureza geral da relação entre o conhecimento e seu objeto, tomado no sentido mais abrangente, bem como de investigar de que maneira o modo como abordamos a distinção entre ambos acarreta consequências para os campos da epistemologia e da metafísica. Buscaremos abordar essa questão por meio do estudo comparativo das filosofias de Immanuel Kant e de Bernard Lonergan e do exame da estrutura cognitiva humana. Mais especificamente, quatro problemas constituem a coluna desta dissertação: (1º) se a estrutura do conhecimento humano reflete ou não a estrutura da realidade conhecida; (2º) se as soluções ou escolhas adotadas no contexto da questão anterior acarretam consequências palpáveis para a ontologia e para o método científico; (3º) se o ponto de vista do senso comum, segundo o qual possuímos de fato um conhecimento da realidade ou do mundo, não limitado a nossas próprias construções de pensamento, ainda que imperfeito e parcial, é defensável; (4º) se, ao investigar esse tema, alguma pista para a solução do problema ontológico dos universais poderia ser encontrada.
Palavras-chave:
Conhecimento, realidade, estrutura, intuição, metafísica, Universais, Ser.
Banca:
Prof. Dr. DANIEL DURANTE PEREIRA ALVES (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. BRUNO RAFAELO LOPES VAZ (Membro Interno - UFRN)
Prof. Dr. ARTHUR VIANA LOPES (Membro externo - UFPB)

Dissertação não disponível

Data:
04/12/2018
Título:
"A ÉTICA DO SILÊNCIO NO DELINEAR DA SÉTIMA PROPOSIÇÃO DO TRACTATUS LOGICO-PHILOSOPHICUS"
Resumo:
A corrente abordagem apresenta como tema “A ética do silêncio no delinear da sétima proposição do Tractatus Logico-Philosophicus”, delimitando como ponto central a proposta do silêncio referente à ética, a partir da análise da proposição 7 que ratifica a discussão acerca do ‘calar-se’ diante daquilo que não pode ser dito. Pretendemos reforçar que ao escrever o Tractatus Wittgenstein não propunha uma discussão somente lógica, mas também com um caráter ético muito forte, fato comprovado pela experiência do sujeito metafísico que por sua vez apresenta a ética ao mundo, ou mais precisamente apresenta a ética no limite do mundo. Para tanto será produzida uma análise da primeira filosofia de Wittgenstein considerando a relação entre os termos centrais evidenciados pelo autor, quais sejam, linguagem, proposição, figuração, realidade, mundo, estado de coisas, caso, sujeito, vontade, e, por conseguinte ética. Com isso perceberemos o desdobramento da filosofia wittgensteniana do Tractatus e sua influência para a construção da ética no sentido místico ou transcendental defendido pelo autor.
Palavras-chave:
Linguagem. Sujeito. Ato Volitivo. Ética.
Banca:
Prof. Dr. BRUNO RAFAELO LOPES VAZ (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. SAMIR BEZERRA GORSKY (Membro Interno - UFRN)
Prof. Dr. MARCOS DE CAMARGO VON ZUBEN (Membro externo - UERN)
ver dissertação na íntegra

Data:
04/12/2018
Título:
"O IMPESSOAL E A TÉCNICA EM MARTIN HEIDEGGER"
Resumo:
A presente pesquisa busca abordar dois conceitos fundamentais para o pensamento do filósofo alemão Martin Heidegger, são estes: O ser e a técnica. No ano de 1927, Heidegger publicou a sua grandiosa obra, Ser e Tempo que se dedicou de maneira exemplar a compreender o sentido do ser, mas não só isso, um grande passo foi dado na questão da compreensão da existência, como fonte possibilitadora de aproximação do ser e de tudo que requer ao homem ser. Na conferência sobre A questão da técnica de 1953, Heidegger mais uma vez exalta a importância da compreensão do ser, quando apresenta a importância de se atentar para a essência da técnica. A técnica, nesse sentido, deve ser compreendida por meio de uma perspectiva ontológica, uma vez que o relacionamento próprio com sua essência é o que pode nos aproximar da compreensão do perigo salvador. Apresentamos a questão do Dasein como ser-no-mundo, ser-com, ser-em, ser-junto e a forma de ser cotidiana que é denominada de impessoal, impróprio ou a-gente. O impróprio é aquele ser que todos nós somos no cotidiano ser-um-com-o-outro. A questão da técnica será apresentada em diversos aspectos, trataremos da Gestell e da relação da técnica com a forma de ser do a-gente. Abordaremos ainda, a questão do perigo salvador e a importância da serenidade como uma atitude meditativa impulsionada por um querer superior que nos direciona para o apelo do ser. Buscaremos dessa forma, demonstrar por meio do pensamento heideggeriano, a necessidade de se voltar para o ser e ouvir o seu apelo que ecoa, em meio ao mundo técnico.
Palavras-chave:
Ser. Dasein. Impessoal. Técnica
Banca:
Prof. Dr. OSCAR FEDERICO BAUCHWITZ (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. DAX FONSECA MORAES PAES NASCIMENTO (Membro Interno - UFRN)
Prof. Dr. LUIZ ROBERTO ALVES DOS SANTOS (Membro externo - IFRN)
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Data:
26/11/2018
Título:
"A ilusão transcendental na Crítica da Razão Pura: Ponderações judicativas e hermenêuticas sobre a dinâmica ilusória da razão em seu uso puro e sua importância para o sistema crítico-transcendental "
Resumo:
Na Crítica da Razão Pura (KrV), especialmente na abertura da Dialética Transcendental, Kant assevera que há na razão humana uma “ilusão natural e inevitável” que a incita a extrapolar os limites da experiência possível, tomando princípios subjetivos como objetivos. Essa ilusão é chamada de “ilusão transcendental” e tem como sede de sua dinâmica a razão pura. A presente dissertação objetiva discutir e elucidar esse tópico da filosofia teórica kantiana, descrever suas particularidades, aportá-lo no sistema crítico-transcendental, e revelar, por fim, sua importância neste arcabouço. Para tanto, segmenta-se em três capítulos principais, cada qual dotado de subseções, nos quais o tema é detidamente discutido. No primeiro capítulo, denominado de Prolegômenos ao tema da ilusão transcendental, é considerado o intertexto imediato desta ilusão, a saber, a Dialética Transcendental, e o porquê de Kant compreender essa seção da KrV como “lógica da ilusão”. Adicionalmente, é aduzida uma avaliação hermenêutica de Schein, vocábulo que designa a ilusão, bem como as distinções entre a ilusão empírica, lógica e transcendental, feitas por Kant. No segundo capítulo, intitulado de A ilusão transcendental na Crítica da Razão Pura(KrV), este tema é especificamente abordado a partir de sua definição e caracterizações básicas, passando por uma análise textual acerca da natureza e da inevitabilidade desta ilusão, assim como sua relação com as ideias regulativas da razão. No último capítulo, nomeado de A importância epistemológica da ilusão transcendental, busca-se compreender a relevância deste tópico da filosofia crítico-teórica kantiana em termos epistemológicos. Destarte, abordam-se os papéis positivo e negativo da ilusão transcendental e, por fim, oferece-se uma solução heurística. Esta se encarregará de levantar os meandros deste problema e conduzi-los à formatação constitutiva da dinâmica da razão, levando-se em conta os papeis anteriormente destacados no campo epistemológico, sem deixar de oferecer justificativas para o ato de presidir novos conhecimentos e a eloquente capacidade inventiva da razão.
Palavras-chave:
Ilusão transcendental; Razão pura; Dialética Transcendental; Kant.
Banca:
Prof. Dr. BRUNO RAFAELO LOPES VAZ (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. ALEXANDRE MEDEIROS DE ARAUJO (Membro Externo - IFRN)
Prof. Dr. JOEL THIAGO KLEIN (Membro externo - UFSC)

Dissertação não disponível

Data:
09/11/2018
Título:
"A PROPRIEDADE PRIVADA EM JEAN-JACQUES ROUSSEAU: ORIGEM E LEGITIMIDADE"
Resumo:
Esta dissertação traz um debate teórico sobre a origem e a legitimação da propriedade privada nas obras éticas e políticas de Jean-Jacques Rousseau. Esses são temas que circundam a propriedade privada e as relações estabelecidas antes e depois da sua instituição na sociedade civil. Com base na leitura das obras: Discurso sobre as ciências e as artes (1750); Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens (1754); Contrato Social (1762); Tratado sobre a economia política (1755), a pesquisa se divide em dois capítulos. O primeiro aborda a relação entre a natureza presente tanto no homem como fora dele, demonstrando a existência de um sistema que inclui faculdades e sentimentos exclusivos ao homem, como também se ordena de forma universal. O segundo discute o fundamento do contrato dos ricos e a legitimação do poder soberano em relação a defesa do direito à liberdade civil e a igualdade política, econômica e social. Em suma, a propriedade privada não concebe a origem do Estado, mas representa um elemento que uniu as vontades e mostrou que um direito só é realmente válido quando todos os homens podem desfrutar das mesmas condições necessárias para a garantia da sua humanidade e da sua vida.
Palavras-chave:
Propriedade privada; estado de natureza; estado civil; desigualdades; Estado.
Banca:
Prof. Dr. ANTONIO BASILIO NOVAES THOMAZ DE MENEZES (Presidente - UFRN)
Prof. Dra. CRISTINA FORONI CONSANI (Membro Externo - UFPR)
Prof. Dr. JOEL THIAGO KLEIN (Membro externo - UFSC)
ver dissertação na íntegra

Data:
08/11/2018/dd>
Título:
"A RELAÇÃO ENTRE SOCIABILIDADE INSOCIÁVEL E TELEOLOGIA NA FILOSOFIA PRÁTICA DE KANT"
Resumo:
O objetivo desta dissertação consiste na análise da relação entre os conceitos de sociabilidade insociável e de teleologia na filosofa prática kantiana. Tal análise se baseia, primordialmente, em textos como Ideia de Uma História Universal com um Propósito Cosmopolita (1784) e a Crítica da Faculdade de Julgar (1790). Para Kant, pensar a sociabilidade insociável segundo uma perspectiva teleológica é perceber que a natureza nada faz em vão. Uma vez que ela dotou o homem de razão e de uma natureza humana dinâmica e antagônica, ele precisa desenvolver suas disposições que visam o uso da razão e, assim, corroborar para que o fim terminal dos seres racionais se efetive no mundo. Esse fim nada mais é do que o próprio homem sob leis morais, ou seja, a finalidade proposta pela perspectiva teleológica é a moralidade. Portanto, para expor esse posicionamento a argumentação da dissertação está dividida em três capítulos. O primeiro objetiva analisar o conceito de sociabilidade insociável e suas dimensões. O segundo expõe o conceito de teleologia, em seu aspecto teórico, assim como, pensa a teleologia em seu aspecto prático e, por fim, o terceiro capítulo, é responsável por analisar a relação entre o antagonismo social e a teleologia prática dando enfoque na disciplina da sociabilidade insociável por meio do direito e da educação.
Palavras-chave:
Sociabilidade insociável; teleologia; moralidade; direito; educação.
Banca:
Prof. Dr. ANTONIO BASILIO NOVAES THOMAZ DE MENEZES (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. JOEL THIAGO KLEIN (Membro Externo - UFSC)
Prof. Dra. MARIA DE LOURDES ALVES BORGES (Membro externo - UFSC)
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Data:
21/09/2018
Título:
"A fraternidade e sua interpretação à luz do princípio de diferença no pensamento de John Rawls "
Resumo:
Na presente pesquisa, investigamos em que medida o princípio de diferença resgata a ideia de fraternidade como categoria política na filosofia de John Rawls. Para tanto, analisamos as obras Uma Teoria da Justiça (1971) e, de forma complementar, O Liberalismo Político (1993), ambas do filósofo ora mencionado. Para Rawls, pensar a fraternidade como questão política é uma concepção praticável, desde que imaginada como um ideal que atenda aos requisitos do princípio de diferença, uma vez que, sob esta ótica, as desigualdades permitidas por instituições justas somente o são na proporção em que contribuem para o bem-estar dos menos favorecidos, e nesse sentido, parece atender às exigências da fraternidade. Assim, para expor esse posicionamento, organizamos a dissertação, além da introdução e das considerações finais, em três capítulos: no primeiro deles, apresentamos os pressupostos da teoria da justiça como equidade e alguns dos seus principais conceitos; no segundo capítulo, expomos a justiça distributiva em Uma Teoria da Justiça, bem como as críticas dos comunitaristas à justiça como equidade; e, por último, no terceiro capítulo, abordamos o princípio de diferença e sua vinculação ao princípio da fraternidade, passando pela análise das principais instituições para uma igualdade democrática e pelas reflexões sobre justiça intergeracional e o mínimo social.
Palavras-chave:
Liberdade; igualdade; fraternidade; princípio da diferença.
Banca:
Prof. Dr. ANTONIO BASILIO NOVAES THOMAZ DE MENEZES (Presidente - UFRN)
Prof. Dra. EVANIA ELIZETE REICH (Membro Externo - UFSC)
Prof. Dr. JOEL THIAGO KLEIN (Membro externo - UFSC)
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Data:
20/08/2018
Título:
"Sobre a hominis dignitate em Pico della Mirandola: Entre a vertigem da liberdade e a purificação da alma"
Resumo:
Esta dissertação tem por objetivo expor, analisar e identificar os limites da concepção de dignidade humana, definida por Giovanni Pico della Mirandola (1463-1494), bem como averiguar os desdobramentos atuais deste conceito. Estreitamente relacionada à noção de liberdade, a dignidade que nos é atribuída pelo autor, tanto exalta a nossa autonomia como nos mantém, fatalmente, ligados a critérios morais que são abalizados por uma suposta verdade divina. A relação que Pico estabelece entre liberdade e verdade, revela o seu posicionamento acerca dos papéis da retórica e da filosofia, mas além disso, algumas de suas opiniões, formuladas em meio a esta relação, também repercutem em certas problemáticas sociais. Todas essas questões são desenvolvidas e aprofundadas, sobretudo, a partir do Discurso da dignidade do homem, no qual o autor desenvolve o conceito posto em foco e, de maneira complementar, a partir da análise de três correspondências, remetidas por Pico, Ermolao Barbaro e Philipp Melanchthon, nas quais os autores discorrem sobre o embate entre a retórica e a filosofia.
Palavras-chave:
Pico della Mirandola; Renascimento; Dignidade; Retórica; Liberdade.
Banca:
Monalisa Carrilho de Macedo (Presidente - UFRN)
Markus Figueria da Silva (Membro interno - UFRN)
Maria das Graças de Moraes Augusto (Membro externo - UFRJ)
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Data:
21/08/2018
Título:
"A NOÇÃO DE DIKAIOSÝNE: ANÁLISE DO MITO DO ANEL DE GIGES EM PLATÃO"
Resumo:
Este trabalho investiga a noção de justiça, dikaiosýne, na República de Platão através da análise do mito do anel de Giges. Platão ao narrar o mito do anel de Giges expõe mediante as suas imagens a máxima injustiça tanto no que se refere à alma do indivíduo, psyché, quanto no que se refere à cidade-estado, pólis. Giges é a imagem do tirano, logo possui o pior tipo de alma, a tirânica, que reflete a sua prática política. A tirania representa a máxima injustiça. Ao fazer a analogia entre psyché e pólis, percebemos a preocupação de Platão com a ética, a política e a formação paidêutica dos cidadãos. A tirania se contrapõe à melhor alma e ao melhor governo que seria a do rei-filósofo. Platão usa o mito de forma paidêutica, educativa, para provocar a reflexão na alma dos indivíduos sobre a areté por excelência, a dikaiosýne. Da narrativa da máxima injustiça, Platão caminha para tornar visível a máxima justiça que deveria existir na alma dos belos e bons cidadãos e na sua cidade ideal, a politéia.
Palavras-chave:
Platão, República, dikaiosýne, mito do anel de Giges, tirania.
Banca:
Markus Figueira da Silva (Presidente - UFRN)
Monalisa Carrilho de Macedo (Membro interno - UFRN)
Maria das Gralas de Moraes Augusto (Membro externo - UFRJ)
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Data:
27/06/2018
Título:
"Kant e o mal: a impossibilidade de uma pura maldade na natureza humana"
Resumo:
A temática do mal na filosofia kantiana decorre da sua abordagem da moralidade cujo conceito do mal, em suma, é ir contra a lei moral, conquanto o mal esteja na realização de uma ação que não é uma ação moral, uma vez que a lei moral almeje a realização do mais elevado bem possível por meio de nós. Kant aborda objetivamente o mal na sua obra A Religião nos Limites da Simples Razão, de 1793, e, para tal, apresenta-o em três níveis: o mal da fraqueza, o mal da impureza e a malignidade. No entanto, ele indica o conceito de um quarto nível que não seria possível, a saber, uma vontade diabólica. A fraqueza seria uma inclinação para uma ação que contraria às próprias máximas, sendo fraco e agindo inversamente à lei moral. A impureza está numa ação correta que, no entanto, não tem como fundamento a lei moral. A malignidade seria a decisão de fazer o mal, tendo as intenções e motivações egoístas na frente da lei moral. Mas, o quarto nível de mal, que para Kant não seria possível de existir, consiste numa ação maligna em que uma vontade puramente diabólica se estabelece. O mal nesse sentido, diabólico, propõe sua querência a partir de uma corrupção natural da vontade. Kant apresenta este conceito, porém entende que ele não é possível, pois as ações humanas desse tipo de mal seriam justificadas na própria razão, uma vez que tal maldade seria a disposição de ânimo admitindo como motivo o mal enquanto mal na própria máxima. Posto que Kant entenda que o homem não alcança a condição de uma vontade diabólica, a presente pesquisa pretende investigar porque, em Kant, o mal diabólico (no sentido de uma desumanidade inata, ou num prazer natural na maldade) não seria possível. Partindo dos conceitos chaves que discute a moral em Kant, como liberdade, imperativo categórico, vontade, intenção, bem e mal, pretende-se analisar a impossibilidade dessa pura maldade na natureza humana.
Palavras-chave:
Kant; Lei; Moral; Maldade; Vontade diabólica.
Banca:
Cinara Maria Leite Nahra (Presidente - UFRN)
Sergio Eduardo Lima da Silva (Membro interno - UFRN)
Maria de Lourdes Alves Borges (Membro externo - UFSC)
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Data:
16/02/2018
Título:
"A razão do sábio não temer a morte na filosofia de Arthur Schopenhauer"
Resumo:
O presente trabalho pretende investigar uma possível relação entre os temas sabedoria de vida e temor a morte na filosofia de Arthur Schopenhauer. As obras básicas analisadas serão O mundo como vontade e representação (1819-1844), tomos I e II, e os Aforismos para a sabedoria de vida (1851). No 1° capítulo, iremos fazer um resgate histórico de alguns antecedentes filosóficos do problema da sabedoria contra o temor a morte e, no último subitem, explicitaremos algumas influências de Immanuel Kant (1724-1804) na filosofia de Schopenhauer, no que concerne à distinção entre Vontade e fenômeno. No 2º capítulo, pretendemos dialogar os Aforismos para a sabedoria de vida (1851) com a caracteriologia do Mundo. Primeiramente, almejamos efetuar a distinção entre razão prática e sabedoria de vida para, em segundo lugar, deixar claro que as características do sábio em Schopenhauer se encontram no Mundo, mas só são desenvolvidas nos Aforismos. No que se refere a caracteriologia, ou os três modos de consideração sobre o mesmo caráter (inteligível, empírico e adquirido), serão investigadas as bases ontológicas que permitem a existência de um tipo de vida sábio e no que ele se diferencia do homem comum. No 3° capítulo, será dada ênfase às considerações que Schopenhauer realizou sobre a relação entre o homem e a morte buscando entender a origem do temor à morte e se há ou não um conhecimento que consiga aplacar esse temor. No final será feito um mapeamento dos tipos de morte presente na filosofia schopenhaueriana.
Palavras-chave:
Vontade; Sabedoria de vida; Caracteriologia; Morte.
Banca:
Dax Fonseca Moraes Paes Nascimento (Presidente - UFRN)
Markus Figueira da Silva (Membro interno - UFRN)
Vilmar Debona (Membro externo - UFSM)
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Data:
21/12/2017
Título:
"O conservadorismo: léxico da filosofia política"
Resumo:
Estudo do conceito do conservadorismo político. A dissertação analisa o conceito do conservadorismo, que é um recorte da direita política. Dado à manifesta abrangência semântica que este termo possui, este trabalho visa identificar uma organização e precisão de significados que permita o uso do mesmo com léxico da filosofia política. Para tanto, acompanha-se o contexto de seu surgimento no período revolucionário francês no final do século XVIII, as dissensões entre as ideias da esquerda e direita políticas que estão diretamente relacionadas com o verbete examinado. O estudo aborda a carga emotiva que acompanha essa categoria, as críticas progressistas e marxistas, e as muito particulares inter-relações com a psicologia política e social. O uso do termo na economia e aspectos da prática psicanalítica são apresentadas como parte da cartografia de utilização léxico conservadorismo, cuja observação é fecunda para validar as demarcações léxicas previamente balizadas. O estudo compreendeu a análise de uma das mais importantes obras para a categoria: Reflexões sobre a Revolução na França, de Edmund Burke, assim como o texto que inaugura um debate que se tornaria recorrente na política, os Direitos do Homem, de Thomas Paine. Os estudos contemporâneos diretamente relacionados à construção semântica albergaram o capítulo 11 do livro A Companion to Contemporary Political Philosophy, de Robert E. Goodin, Philip Pettit e Thomas Pogge, cujo tema é: Conservadorismo (Conservatism), da lavra de Anthony Quinton; o verbete “Conservadorismo”, escrito por Tiziano Bonnazi, no Dicionário de Política de Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino; e o livro O Conservadorismo Clássico, de autoria de Laura Escorsim Netto. Estas constituíram as fontes primárias desse estudo. O trabalho se conclui destacando a relevância e o alcance que esta categoria contemporânea pode usufruir na filosofia política, constituindo um esforço para dar conta de facticidades que se apresentam conflituosas e paradoxais na realidade social.
Palavras-chave:
Conservadorismo político; Direita política; Política.
Banca:
Prof. Dr. SERGIO LUIS RIZZO DELA SAVIA (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. ALAN DANIEL FREIRE DE LACERDA (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. FRANCISCO WELLINGTON DUARTE (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. JESSÉ JOSÉ FREIRE SOUZA (Membro externo - UFF)

Dissertação não disponível

Data:
20/12/2017
Título:
"Transhumanismo e suas oscilações prometeico-fáusticas: tecnoapoteose na era da ciência demiúrgica. "
Resumo:
Temos a pretensão, com este trabalho, de perscrutar o Transhumanismo, movimento filosófico e cultural que anseia a superação da condição orgânica humana em decorrência do exponencial avanço tecnocientífico traduzido em um aprimoramento humano que compreende um amplo espectro da ação humana. Para isso, vis-à-vis à um resgate histórico de quais sejam suas raízes ou pontos arquimedianos, asseveramos que o movimento pode ser compreendido em consonância à duas tradições tecnocientíficas, Prometeica e Fáustica, ambas constituídas, à luz da filosofia e sociologia de Hermínio Martins, por traços peculiares. O Primeiro se configura em uma estrutura tecnocientífica impelida pela ideia de que, por meio da razão, podemos modificar o mundo para algo melhor, metamorfoseá-lo no afã da obtenção do bem humano, cujo ponto de culminância é o Humanismo; o segundo exprime um caráter desmesurado, descomedido, uma hybris que estabelece uma fissura no ideal Humanista. Sustentamos, ademais, sob o prisma de Hermínio Martins e Victor Ferkiss, que o movimento ressoa uma espécie de “neognosticismo” ou “gnosticismo tecnológico”, razão pela qual, promove, em certa medida, um salvacionismo transcendente high-tech, em detrimento da pura organicidade que nos é constituinte. Apetecemos também tornar evidente que o movimento Transhumanista não se esgota em termos monolíticos, uma vez que sua configuração toma forma em díspares nuances do espectro político, se adequando, trazendo novos eixos de discussão e focos de análise e de proposição, inscritos em duas categorias: Transhumanismo Prometeico e Transhumanismo Fáustico. Por fim, ao elucidarmos o exponencial desenvolvimento das ciências demiúrgicas, almejamos estabelecer caminhos para a compreensão clara de que, não obstante o Transhumanismo seja permeado pelo risco de intensificação da injustiça global, pela flexibilização da constituição natural humana em favor de um humano abstrato e, portanto, potencialmente perigoso, o movimento pode ser concebido como uma via para a solução de inúmeros problemas da esfera humana. E diante dos impactos oriundos do avanço destas tecnologias, almejamos, por último, evidenciar o quão colossal é a relevância dessa discussão no campo filosófico e acadêmico.
Palavras-chave:
Transhumanismo; Tradição Prometeica; Tradição Fáustica; Gnosticismo Tecnológico.
Banca:
Prof. Dra. CINARA MARIA LEITE NAHRA (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. DANIEL DURANTE PEREIRA ALVES (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. DARLEI DALL''AGNOL (Membro externo - UFSC)

Dissertação não disponível

Data:
06/12/2017
Título:
"Os limiter morais da guerra: Um estudo sobre a Teoria da Guerra Justa de Michael Walzer."
Resumo:
Esta Dissertação se propõe a discutir as problemáticas morais subjacentes ao fenômeno da Guerra, a partir de uma análise da Teoria da Guerra Justa, na forma em que a mesma é delineada na obra de Michael Walzer. A Teoria da Guerra Justa trabalha assumindo como ponto de partida que há situações em que é moralmente justificável fazer uso da guerra e da violência que obrigatoriamente acompanha esta última. Ela se divide em duas partes. A justiça do guerrear (jus ad bellum) diz respeito aos motivos que justificariam o recurso à guerra, concentrando-se na discussão sobre agressão e autodefesa. Já a justiça no guerrear (jus in bello) se concentra na discussão sobre o cumprimento ou a violação das normas de combate, normas estabelecidas tanto pelo costume quanto por instrumentos legais. Uma vez que as duas partes componentes da realidade moral da Guerra se encontram separadas de forma lógica, torna-se possível que se façam julgamentos independentes entre si. Assim, segundo Walzer, é possível travar uma guerra que seja justa, ou seja, cumpra com os requisitos do jus ad bellum, mas de forma injusta, violando as normas que conformam o jus in bello. Da mesma forma, uma guerra que não seja justa pode ser travada em conformidade com as regras. Através deste estudo, procuraremos realizar uma discussão sobre a possibilidade de que a guerra possa ser analisada à luz da moralidade, bem como se é possível determinar as condições em que uma guerra pode ser dita justa ou injusta.
Palavras-chave:
Guerra Justa; Michael Walzer; Moralidade da Guerra.
Banca:
Prof. Dr. EDRISI DE ARAUJO FERNANDES (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. SERGIO EDUARDO LIMA DA SILVA (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. PABLO MORENO PAIVA CAPISTRANO (Membro externo - IFRN)

Dissertação não disponível

Data:
23/11/2017
Título:
"O CONCEITO DE PRÁXIS EM MARX"
Resumo:
Pretendemos, neste trabalho, abordar o conceito de práxis em Marx. Este conceito corresponde ao cerne principal na teoria marxiana, pois é a partir dele e com ele que surgem tanto uma teoria capaz de capturar o mundo humano em seu movimento real quanto direcionamentos para ação imediatamente prática em prol da transformação do mundo. Nossa intenção é compreender os principais fatores metodológicos contidos no materialismo-histórico-dialético. Isso nos permitirá pensar tempos históricos específicos, notadamente, a Grécia clássica e o renascimento, assim poderemos iniciar nossa compreensão sobre qual era a consciência da práxis que pairava no pensamento de cada uma dessas épocas, e mais, com a aplicação do método marxiano poderemos notar as justificativas materiaishistórico-dialéticas que fundamentam uma tal visão da práxis. 1 Rastrear a consciência histórica da práxis nos levará necessariamente a Marx, que por viver em um tempo em que a transformação material do mundo permitia-lhe enxergar claramente de onde vinham as determinações que moldavam a sociedade, pôde romper com a consciência da práxis que lhe precedia. E não só isso, também conseguiu indicar o caminho da revolução necessária para a transformação do mundo contida na práxis social revolucionária, caminho este que podemos utilizar até hoje.
Palavras-chave:
Materialismo-histórico; Dialética; Práxis; Revolução.
Banca:
Prof. Dr. MARIA CRISTINA LONGO CARDOSO DIAS (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. GABRIEL EDUARDO VITULLO (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. ANTONIO RUFINO VIEIRA (Membro externo - UFPB)

Dissertação não disponível

Data:
22/11/2017
Título:
"O amor na teoria de John Stuart Mill"
Resumo:
Este trabalho tem por objetivo evidenciar o conceito e a função do amor na teoria moral de John Stuart Mill. Veremos que nesse sistema moral, o amor é sinônimo de simpatia. A simpatia é considerada um sentimento moral de ordem elevada e um prazer de qualidade superior que atende aos preceitos do princípio da utilidade. Referido princípio, que possui seu fundamento na tese hedonista, recomenda que os homens maximizem felicidade e se afastem da dor. O sentimento de simpatia (amor) é a disposição que os homens possuem naturalmente para considerarem a felicidade dos outros como sendo parte da sua própria felicidade. Esse sentimento funciona como uma poderosa sanção moral que efetivamente impele os indivíduos a agirem de acordo com o padrão da moralidade utilitarista. Para que consigamos compreender melhor as implicações que giram em torno da discussão sobre o amor na teoria de Mill, iremos analisar os pilares do sistema filosófico do autor que são: o empirismo, o hedonismo, o associacionismo, os cânones da psicologia, da etologia e a noção de aprimoramento da natureza humana e das instituições sociais. Referidos pilares fazem surgir uma série de complexificações na teoria da utilidade, quando comparamos o legado filosófico de Mill com a tradição utilitarista anterior ao autor, tais como a noção de princípios secundários da moral e de subteses da tese hedonista. Também analisaremos através dos relatos da Autobiografia como alguns eventos da trajetória da vida de Mill foram decisivos para a elaboração do seu sistema moral mais complexo e para que o amor ganhasse destaque em sua teoria. Questões relacionadas à justiça e a liberdade também serão analisadas sob a luz do conceito do amor na teoria de Mill.
Palavras-chave:
Amor; utilitarismo; simpatia.
Banca:
Maria Cristina Longo Cardoso Dias (Presidente - UFRN)
Cinara Maria Leite Nahra (Membro interno - UFRN)
Daniel Campos (Membro externo - UFSM)

Dissertação não disponível

Data:
20/11/2017
Título:
"O SIGNIFICADO DE ÉTICA EM MARX"
Resumo:
O presente trabalho pretende apresentar o significado de ética que aparece de modo velado nos escritos de Karl Marx. Embora, este autor não tenha desenvolvido uma concepção elaborada da ética e tenha rejeitado qualquer vinculação filosófica a respeito desta questão, Marx entende que esta categoria não é capaz de superar as contradições estruturais da sociedade capitalista. Por esta razão, que a ética não é tida como objeto central de sua teoria social comparecendo de maneira dispersa ao longo de suas obras sem, portanto, desenvolvê-la plenamente. Mas, a ausência de um tratado da ética em Marx, não implica na ausência de ética. Porém, quando Marx propõe uma modificação radical da sociedade burguesa se torna algo impossível de pensar que tal transformação social não estivesse acompanhada de uma perspectiva ética. Toda a sua obra, isto é, os textos de juventude e maturidade possuem uma significação ética, na qual repousa o objetivo desta pesquisa – desvelar tal significação. Assim, a tese de base deste estudo concentra-se na análise da ética derivada da própria existência social com todos os seus condicionamentos materiais, estando ela inserida num contexto real e numa estrutura histórico-social. Partindo deste pressuposto, contempla-se uma abordagem do significado de ética na teoria de Marx seguindo dois planos opostos: Um crítico e outro derivado da luta de classes. Ou seja, o primeiro plano fixa-se na moral a partir da sua determinação social e de classe, tendo, o dispositivo ideológico como um instrumento capaz de ocultar os interesses da classe dominante ao produzir uma moral forjada pela falsa consciência da realidade. O segundo plano é derivado da luta de classes existente na sociedade capitalista, o qual está alinhado aos interesses da maioria oprimida e explorada pelo sistema, logo, este escopo da ética coloca em perspectiva valores como a solidariedade, o coletivismo, a liberdade, o respeito e a coragem de lutar para subverter a ordem dominante.
Palavras-chave:
Materialismo histórico; Modo de produção; Ética; Moral; Constituição Humana.
Banca:
Prof. Dr. MARIA CRISTINA LONGO CARDOSO DIAS (Presidente - UFRN)
Prof. Dra. SERGIO EDUARDO LIMA DA SILVA (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. ANA SELVA ALBINATI (Membro externo - PUCMinas)

Dissertação não disponível

Data:
11/08/2017
Título:
"A CONCEPÇÃO DA DUPLA DOMINAÇÃO EM HORKHEIMER [1930-1940]"
Resumo:
Nosso texto tem por objetivo tratar o tema da dominação, o qual foi muito caro na alta modernidade, por assim dizer, bem como na modernidade tardia e, ao que nos parece, continua a ser de nuclear relevância para maior e melhor entendimento acerca do destino da civilização ocidental hodierna que, de barbárie em barbárie, pavimenta sua estrada para o declínio. Nossa dissertação discorre sobre a hipótese da dupla dominação em Max Horkheimer (1898-1973). Esta pesquisa seguiu um caminho que procurou entender de que modo se deu a compreensão de nosso autor acerca da dominação da natureza e da dominação do homem. Procuramos, no presente trabalho, não só expor o que se entende por dupla dominação, mas, sobretudo, mostrar de que maneira se deu essa dominação bifurcada. Dito de modo mais claro, procuramos percorrer um caminho que nos sugere que houve uma evolução na dominação duplicada, dessa feita, nosso trabalho é mostrar em que sentido houve essa evolução e como identificá-la dentro da obra de nosso autor, tendo em vista os anos 30 e 40 do século XX, levando em consideração as mudanças de ordem histórica, social, política, econômica e psicológica – se na década de trinta tínhamos uma concepção de dominação da natureza efetivada pela ciência e dominação do homem realizada pela política, nos idos dos anos quarenta temos uma dominação da natureza externa que continua a ser controlada pela ciência positivista e uma dominação da natureza interna, a qual diz respeito à formação do ego indivíduo na civilização.
Palavras-chave:
Max Horkheimer. Dupla dominação. Teoria Crítica.
Banca:
Prof. Dr. ANTONIO BASILIO NOVAES THOMAZ DE MENEZES (Presidente - UFRN)
Prof. Dra. CINARA MARIA LEITE NAHRA (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. ANTONIO JÚLIO GARCIA FREIRE (Membro externo - UERN)
Prof. Dr. ANTONIO JÚLIO GARCIA FREIRE (Membro externo - UERN)

Dissertação não disponível

Data:
18/05/2017
Título:
"O agir moral na Fundamentação da Metafísica dos Costumes e na Crítica da Razão Prática"
Resumo:
O objetivo deste trabalho será investigar como Kant explica ou fundamenta o agir moral na Fundamentação da Metafísica dos Costumes e na Crítica da Razão Prática. Com efeito, podemos dizer que o agir moral na primeira está fundamentado na espontaneidade do agir dada pela liberdade. Na KpV podemos dizer que o agir moral é fundamentado na lei moral como um factum da razão. Portanto, para mostrar esses dois pontos, o seguinte caminho será seguido: em 2.1 será mostrado o surgimento de uma nova concepção de moralidade. Em 2.2 veremos que a nova concepção interpreta a moralidade como autonomia. No ponto 3 examinaremos elementos que caracterizam a natureza do agir moral na GMS e na filosofia moral Kantiana. No ponto 3.1 veremos que Kant sustenta o agir moral na terceira seção da GMS na ideia de que, quando nos pensamos enquanto livres, somos transportados a um mundo inteligível, possível pela liberdade. Também falaremos, nessa mesma subseção, sobre os problemas relacionados ao círculo vicioso, à dedução da lei moral na GMS bem como à distinção entre um mundo sensível e inteligível. No ponto 4 sobre o factum da razão mostraremos o factum como sendo a consciência da lei moral e como não sendo passível de dedução. Mostraremos que Kant sustenta o agir moral na KpV em tal factum. Ainda introduziremos nesse mesmo tópico, as duas interpretações possíveis do factum da razão. Na subseção seguinte, em 4.1 será mostrada a interpretação de Beck (1960) segundo a qual temos na KpV o que poderia corresponder formalmente a uma dedução do princípio moral. Em 4.2 analisaremos a interpretação de Allison (1990) segundo o qual o factum da razão pode ser compreendido como factum da razão, ou seja, como evidência de que a razão pura é prática. Em 4.3 veremos que, ao contrário de Beck, Almeida (1998) irá negar que seja possível uma dedução da lei moral na KpV. Com efeito, Almeida (1998) irá verificar que em razão dessa impossibilidade o sentido de factum da razão que se imporia seria o sentido cognitivista (ou intuicionista). Nessa mesma subseção, tendo em vista a interpretação cognitivista exporemos a interpretação da Beck (1981) em que o mesmo rejeita o ponto de vista cognitivista. Na subseção 4.4 veremos, basicamente, a liberdade enquanto condição do agir moral na KpV. E, por fim, concentraremos a nossa atenção no sentimento moral na KpV.
Palavras-chave:
Moralidade; espontaneidade; agir; factum da razão.
Banca:
Prof. Dr. JOEL THIAGO KLEIN (Presidente - UFRN)
Prof. Dra. CINARA MARIA LEITE NAHRA (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. LEONEL RIBEIRO DOS SANTOS (Membro externo - UFRN)
Prof. Dr. MARIA DE LOURDES ALVES BORGES (Membro externo - UFSC)

Dissertação não disponível

Data:
05/05/2017
Título:
"O DIREITO À MORTE E O COMPROMISSO LITERÁRIO: MAURICE BLANCHOT E JEAN-PAUL SARTRE"
Resumo:
Esta dissertação tem como tema a tensão entre Maurice Blanchot e Jean-Paul Sartre quanto ao aspecto ético, político e filosófico da literatura. Entendemos que essa tensão faz parte da subjetividade artística moderna, tendida entre a liberdade de recusa soberana e a aceitação do compromisso com a história, de modo que ambos os autores acirram essa contradição da literatura. Se, por um lado, Blanchot (2011b) afirma que a literatura é a porta para uma experiência além dela mesma, experiência que busca tornar a morte possível, Sartre (2004) afirma que a literatura é o âmbito de uma relação entre liberdades onde tem lugar uma dialética fundamental que implica a tomada de consciência. Ambos os autores concebem a realidade humana como negatividade, por isso a importância de Hegel como fundo comum de onde a tensão emerge. A filosofia hegeliana, através dos cursos de Alexandre Kojéve (2012), com sua ênfase na ideia de morte, terá em Blanchot uma rearticulação sem a qual não poderíamos compreender suas ideias sobre a literatura. Em Sartre, a filosofia hegeliana é igualmente importante, uma vez que suas ideias sobre o existencialismo articulam não apenas a fenomenologia husserliana e o marxismo (posteriormente), mas a dialética da negatividade e do universal concreto. Para Blanchot, a literatura manifesta uma liberdade absoluta, uma interrogação radical que põe em causa todos os projetos humanos. Para Sartre, essa liberdade absoluta, que pode ter sido o afã do surrealismo, é concebida como tentação da irresponsabilidade. A literatura permanece o lugar de uma ambiguidade que está presente nos dois autores.
Palavras-chave:
Maurice Blanchot. Jean-Paul Sartre. Literatura. Linguagem. Experiência. Dialética.
Banca:
Prof. Dr. EDUARDO ANIBAL PELLEJERO (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. MARCIO VENICIO BARBOSA (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. JOÃO CAMILLO BARROS DE OLIVEIRA PENNA (Membro externo - UFRRJ)
Prof. Dr. VINÍCIUS NICASTRO HONESKO (Membro externo - UFRRJ)

Dissertação não disponível

Data:
07/02/2017
Título:
"A POSSIBILIDADE DA FELICIDADE EM SCHOPENHAUER"
Resumo:
O presente trabalho tem por objetivo analisar a noção e a possibilidade da felicidade proposta pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Esta pesquisa é feita a partir do estudo dos escritos do próprio filósofo, especialmente as obras O mundo como vontade e como representação, tomo 1, e Aforismos para a sabedoria de vida. Também recorremos a alguns dos comentadores que, na tradição brasileira de estudos schopenhauerianos, abordam tal temática. Considerando o pensamento de Schopenhauer, este estudo traz uma análise sobre o entendimento de que a vida é sofrimento, investiga sobre a felicidade com a satisfação dos desejos, aborda a questão da superação do sofrimento pela negação da Vontade e discorre sobre a felicidade com a sabedoria de vida. O filósofo postula que todos estão sofrendo em qualquer situação que se encontrem: viver é sofrer. A fonte do sofrimento interminável é a essência em si do mundo, essência essa que Schopenhauer compreende como sendo a Vontade. Segundo o filósofo, a Vontade é uma essência autodiscordante, insaciável, ela expressando esse caráter conflituoso em cada indivíduo. Dessa forma, o sofrimento é uma expressão da Vontade. O sofrimento é a travação da Vontade, travação essa em que a Vontade impede a si mesma de realizar seus fins nos indivíduos. No entanto, podemos perceber uma superação do sofrimento pelo acontecimento da negação da Vontade, acontecimento esse em que a Vontade, em alguns indivíduos, prefere não mais afirmar a vida mediante a renúncia aos prazeres. Também podemos perceber a possibilidade de atingir uma vida agradável e feliz, vida essa que é entendida como uma vida sábia. Deste modo, surge a questão de compreender prováveis noções de felicidade, bem como a possibilidade de ser feliz na filosofia de Schopenhauer, já que, mesmo compreendendo a vida como continuo padecimento, o filósofo apresenta condições indicativas de felicidade. E o que podemos observar é que a felicidade é entendida de modo negativo, ou seja, é apenas ausência momentânea do sofrimento. Em Schopenhauer não existe felicidade como aquisição de contentamento, prazer. Podemos perceber ainda um estado de superação do sofrimento com a negação da Vontade, estado esse em que o sujeito se torna indiferente a todo padecimento. E também podemos perceber que mediante o conhecimento da sabedoria de vida, que é o caráter adquirido, as pessoas conquistam um aprendizado de como pode se conduzir na vida possibilitando viver de forma o menos infeliz possível. Esse modo de viver consiste na felicidade apresentada na eudemonologia do filósofo. Esta felicidade da eudemonologia é a que é passível de ser alcançada de forma prolongada segundo Schopenhauer.
Palavras-chave:
Vontade; Felicidade; Negação da Vontade; Sabedoria de vida.
Banca:
Prof. Dr. Dax Fonseca Moraes Paes Nascimento (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Monalisa Carrilho de Macedo (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Vilmar Debona (Membro externo - UFRRJ)
ver dissertação na íntegra

Data:
03/02/2017
Título:
"A biopolítica em Giorgio Agamben: Estado de exceção, poder soberano, vida nua e campo."
Resumo:
O conceito de biopolítica tem se tornado um rico instrumento de análise ou uma esclarecedora chave hermenêutica para a reflexão contemporânea sobre a lógica do poder, a genealogia do governo e o significado da política no mundo moderno. As diferentes concepções de biopolítica têm cada qual suas especificidades. O foco da abordagem do presente estudo será exclusivamente o diagnóstico biopolítico do presente elaborado por Agamben, no qual o conceito de biopolítica está centrado na politização da vida biológica. Procuramos mostrar o modo como a “arqueologia da biopolítica” empreendida por Agamben pode ser compreendida a partir da análise de quatro noções fundamentais, quais sejam: poder soberano, vida nua, estado de exceção e campo. Analisamos, primeiro, de que modo Agamben pensou a associação entre o domínio político e a animalização do homem a partir das lacunas deixadas pelas investigações de Arendt e Foucault. Em um segundo momento, examinamos a relação entre a organização soberana dos corpos e o estado de exceção. No terceiro passo de nosso percurso, analisamos a politização da vida nua e a produção do homo sacer, a sacralidade da vida. Em uma quarta e última etapa, esclarecemos de que modo Agamben pensou o “campo” como “nómos” secreto da biopolítica na modernidade. Trata-se de explicitar de que forma a reflexão de Agamben sobre o nexo existente entre poder político e vida nua se articula em torno desses quatro aspectos estruturantes. Buscamos evidenciar a relevante contribuição que o pensamento de Agamben oferece para o diagnóstico crítico da racionalidade política nas sociedades contemporâneas, aprimorando nossa compreensão sobre as novas formas do poder na modernidade tardia.
Palavras-chave:
Biopolítica; Agamben; Poder soberano; Exceção; Vida nua; Campo.
Banca:
Prof. Dr. Rodrigo Ribeiro Alves Neto (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Sergio Luis Rizzo Dela Savia (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Daniel Arruda Nascimento (Membro externo - UFF)
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Data:
31/01/2017
Título:
"Seria a identidade uma constante lógica? Entre Lógica e Metafísica"
Resumo:
O que chamamos de problema das constantes lógicas é uma tentativa de oferecer um critério não-arbitrário para distinguir o reino das expressões lógicas das não lógicas. Tradicionalmente, as expressões que constituem o vocabulário lógico foram vistas como responsáveis pela validade dos argumentos. Nessa tradição negação (~), conjunção (∧), disjunção (∨), implicação (→), os quantificadores universal (∀) e existencial (∃) foram considerados membros do conjunto privilegiado das constantes lógicas. Mas há ampla disputa sobre quais outras expressões deveriam ser inclusas nessa lista. Nosso objetivo é investigar um desses casos, a saber, as disputas sobre a logicidade da identidade. Observamos que nessa disputa os argumentos são essencialmente construídos numa interpretação representacionalista da identidade. Sendo assim, argumentamos que se abandonarmos esse pressuposto é possível vislumbrar uma linha de argumentação em defesa da identidade. Para fazer isso, abordamos o problema a partir das assim chamadas ‘caracterizações inferênciais’. Nessa abordagem as regras de inferência são usadas para expor o comportamento lógico das constantes lógicas. Assim, usaremos algumas das exigências dos representantes dessa abordagem para alcançar nosso objetivo. Em particular, seguiremos Popper (1946), e Dosen (1989). Usamos algumas de suas ideias, juntamente com algumas de Humberstone e Townsend (1994), para mostrar em quais condições forneceríamos uma resposta adequada ao problema da identidade enquanto constante lógica.
Palavras-chave:
Constantes lógicas; identidade; regras de inferência.
Banca:
Prof. Dr. Daniel Durante Pereira Alves (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Samir Bezerra Gorsky (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Guido Imaguire (Membro externo - UFRJ)
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Data:
19/12/2016
Título:
"O CONCEITO DE PREDESTINAÇÃO NA FILOSOFIA DE SANTO AGOSTINHO"
Resumo:
Está dissertação tem como objetivo a análise do conceito de predestinação na filosofia de Agostinho de Hipona. Nossa investigação terá início com a análise das origens e fontes que conduziram o filósofo no desenvolvimento desse tema. Logo após, buscaremos o lugar que o conceito ocupa nas obras e sua relação com as controvérsias maniqueísta e pelagiana. Por último, identificaremos o que seria a predestinação dentro do sistema estabelecido por Agostinho de Hipona para explicar a relação entre a liberdade da vontade humana e a soberania divina.
Palavras-chave:
Santo Agostinho; liberdade; graça; predestinação.
Banca:
Prof. Dr. Monalisa Carrilho de Macedo (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. - Sergio Eduardo Lima Da Silva (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Nilo Cesar Batista Da Silva (Membro externo - UFS)
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Data:
19/12/2016
Título:
"HACKEAR A TECNOLOGIA: UM ESTUDO SOBRE A TEORIA CRÍTICA DA TECNOLOGIA DE ANDREW FEENBERG."
Resumo:
Este trabalho pretende oferecer um estudo da Teoria Crítica da Tecnologia de Andrew Feenberg, refletindo sobre a plausibilidade de realização de seu projeto de transformação cultural e política que ressignifica a instrumentalização da tecnologia e restitui-lhe um espaço político democrático para seu desenvolvimento sob controle da intencionalidade humana e segundo uma concepção holística da essência bidimensional da tecnologia. Partimos do pressuposto de que o atual modelo de desenvolvimento tecnológico amplia desigualdades, enquanto serve à dominação social dos que detém seu controle, além de generalizar crises ambientais ou humanitárias, por exemplo, no interior dos sistemas racionais tecnicamente estruturados como o capitalismo. A intenção de Andrew Feenberg é oferecer ao desenvolvimento tecnológico moderno uma intervenção alternativa capaz de transformar as relações tecnicamente mediadas nas sociedades industrializadas que, neste trabalho, interpretamos como esforço em hackear a tecnologia: romper as barreiras do controle e da afirmação tecnocrática do capitalismo hegemônico, decifrar o padrão da racionalidade tecnocientífica e seu código técnico associado e subverter a concepção e o uso corrente da tecnologia apontando para um desenvolvimento que integre suas dimensões instrumental e social.
Palavras-chave:
Tecnologia; Feenberg; Teoria Crítica; Democratização.
Banca:
Prof. Dr. Daniel Durante Pereira Alves (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. - Thiago Isaias Nobrega De Lucena (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Carlos Alberto Jahn (Membro externo - Unisinos)
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Data:
15/12/2016
Título:
"A AMBIGUIDADE DO DISCURSO RETÓRICO: CAMINHOS E DESCAMINHOS DA PERSUASÃO (PEITHÓ) COMO INSTRUMENTO PARA A FILOSOFIA NO GÓRGIAS DE PLATÃO"
Resumo:
Esta dissertação apresenta um estudo sobre o diálogo Górgias, de Platão, interpretando que essa obra é uma reflexão sobre a crítica platônica à retórica sofística, desenvolvendo a ideia de que ela é empeiria, produtora de lisonja (κολακευτική). Encontramos elementos ambíguos que revelam que, apesar de criticar a persuasão (πειθώ), Sócrates a reconhece como um requisito essencial para conduzir o elenchos (ελενκος). No diálogo, Sócrates vê-se diante de três interlocutores, Górgias, Polo e Cácicles. Este último sendo o seu algoz principal. Reconhecemos o diálogo em seu contexto histórico-cultural, visto que a Retórica, e seu elemento de persuasão, eram insumos constitutivos da cultura grega. Consideramos que o intuito de Platão é repensar os elementos retóricos e persuasivos dos sofistas a fim de alhures, expor a “verdadeira retórica”, ou seja, a Filosofia. Para isso, Platão faz uma análise da retórica persuasiva, colocando frente ao seu mestre um expoente da sofística, Górgias; e procura desvelar sua arte (τέχνη). Contudo, apesar de podermos reconhecer nele os elementos necessários, o diálogo finaliza sem diálogo, uma vez que não há persuasão de nenhum dos lados. Consideramos que todos esses pontos serão relevantes para compreendermos a persuasão (πειθώ) como um dos elementos basilares na oralidade grega e da dialética platônica.
Palavras-chave:
Ambiguidade; Persuasão; Retórica; Sócrates; Platão; Górgias.
Banca:
Prof. Dr. Markus Figueira Da Silva (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. - Monalisa Carrilho De Macedo (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Candida Jaci De Sousa Melo (Membro externo - UFRN)
Prof. Dr. Lourival Bezerra Da Costa Junior (Membro externo - UERN)
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Data:
13/12/2016
Título:
"Significação não-natural e implicaturas: o projeto de Herbert Paul Grice"
Resumo:
Este trabalho irá discorrer sobre a visão de Herbert Paul Grice com relação à linguagem e ao processo de comunicação. Grice é mais conhecido por sua separação entre significação natural e significação não natural, onde a primeira trata de uma conexão natural entre fatos e a segunda de convenções que associam entidades e/ou fatos sem relações naturais entre si, sendo está última o que possibilita a comunicação humana. Ele divide a significação não natural em quatro tipos: significação atemporal, significação atemporal aplicada, significação de ocasião e significação do locutor. Apesar disto, a maior parte da literatura foca apenas na sua definição de significação do locutor, marginalizando as demais. Este fato influi no modo como sua teoria das implicaturas conversacionais é analisada. A teoria das implicaturas é muitas vezes abordada sem que se trace uma relação entre ela e o resto do pensamento griceano sobre linguagem e comunicação. Deste modo, pretendemos elucidar que tanto a significação do locutor quanto as implicaturas são partes daquilo que o próprio Grice chamou de “um projeto mais amplo”. Ao mostrarmos as ideias de Grice unidas por um mesmo enquadramento, iremos mostrar porque as implicaturas conversacionais devem ser entendidas como uma explicação sobre asignificação de ocasião, deste modo, esclarecendo como essas ideias laçam luz sobre a distinção entre semântica e pragmática.
Palavras-chave:
Significação; comunicação; implicatura; pragmática.
Banca:
Prof. Dr. Daniel Durante Pereira Alves (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. - Bruno Rafaelo Lopes Vaz (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Candida Jaci De Sousa Melo (Membro externo - UFRN)
Prof. Dr. Marcos Antonio Da Silva Filho (Membro externo - UFAL)
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Data:
12/12/2016
Título:
"Uma leitura straussiana do Teeteto, 152a"
Resumo:
Este trabalho examina a possibilidade de que Sócrates esteja atacando um homem de palha no Teeteto, 152a, quando explica o dito de Protágoras de que “o homem é a medida de todas as coisas” como sendo expressão de um relativismo vulgar que iguala o conhecimento à mera percepção. Parte da sugestão de Leo Strauss de que os grandes escritores do passado fizeram uso de uma técnica peculiar, que ele denomina metaforicamente de “escrita entre linhas”, visando defender suas ideias heterodoxas da perseguição política, enquanto expressam abertamente ideias conformadas às opiniões amplamente aceitas na sociedade. Busca demonstrar que a sugestão de Strauss é válida e que na maior parte da história da filosofia a escrita entre linhas foi aceita amplamente e só recentemente esquecida. Busca clarificar a sugestão de Strauss e extrair regras mínimas que possam ser aplicadas na leitura do trecho citado do Teeteto. Considera ao final que uma leitura entre linhas do citado trecho pode indicar que a hipótese examinada está correta e sugere um ponto de partida para uma interpretação straussiana do diálogo como um todo.
Palavras-chave:
Escrita entre linhas; Exoterismo; Leo Strauss; Platão; Teeteto.
Banca:
Prof. Dr. Glenn Walter Erickson (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. - Jorge dos Santos Lima (Membro externo - IFRN)
Prof. Dr. Pablo Moreno Paiva Capistrano (Membro externo - IFRN)
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Data:
12/12/2016
Título:
"Uma Investigação acerca do Pluralismo Lógico e B-entailment"
Resumo:
O pluralismo lógico vem recentemente chamando atenção, com vários autores opinando sobre o assunto. O pluralismo lógico é a posição que diz que há mais de uma lógica correta ou legítma, o que pode ser articulado de diferentes maneiras. A presente dissertação participa nesse debate explorando o B-entailment no contexto de variedades do pluralismo presentes na literatura. O B-entailment é uma noção de consequência lógica que é capaz de expressar outras relações, como as lógicas multi-dimensionais. Em particular, esse estudo examina quatro posições sobre o pluralismo: o pluralismo eclético de Shapiro, o pluralismo através de GTT de Beall e Restall, o pluralismo intra-teorético de Hjortland e os pluralismos através de teoria da prova de Restall e Paoli. Será mostrado como o B-entailment se encaixa nessas teorias e também como fica em falta em certos aspectos. O objetivo da dissertação é tanto contribuir para a discussão sobre o pluralismo lógico quanto expandir a discussão sobre o B-entailment e outras noções de consequência lógica desse tipo.
Palavras-chave:
Pluralismo lógico. Lógica multivalorada. B-entailment. Relação de consequência.
Banca:
Prof. Dr. Daniel Durante Pereira Alves (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. - Joao Marcos de Almeida (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Abilio Azambuja Rodrigues Filho(Membro externo - UFMG)
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Data:
05/12/2016
Título:
"A RELAÇÃO ENTRE ESTÉTICA E POLÍTICA NA OBRA DE JACQUES RANCIÈRE"
Resumo:
O presente trabalho discutirá a relação entre estética e política na obra do filósofo francês Jacques Rancière, a partir, principalmente, do conceito de partilha do sensível. Para Rancière há um campo comum que une essas duas esferas do saber humano, a estética primeira que se refere a um a priori da sensibilidade. Neste sentido, tanto a arte quanto a política podem intervir neste tecido da sensibilidade, reconfigurando a partilha do sensível de maneira dissensual. Há, segundo o autor, uma dicotomia no campo da partilha do sensível, duas lógicas que organizam ou redistribuem as atividades, os tempos e espaços. De um lado, uma lógica do consenso e da boa ordenação das posições e, de outro lado, uma lógica que funciona nas fronteiras da dominação, criando um sensível conflituoso. A partir deste campo comum da partilha do sensível, Rancière colocará em discussão como as artes afetam o tecido das partilhas e como ganha um caráter político por esta razão. O objetivo desta dissertação é apresentar e discutir como é possível a emancipação se efetivar a partir da prática de indivíduos como proletários ou artistas, pensando as relações entre estética e política.
Palavras-chave:
Partilha do sensível, estética/política, emancipação, regime estético.
Banca:
Prof. Dr. Eduardo Anibal Pellejero (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. - Jordi Carmona Hurtado (Membro externo - UFCG)
Prof. Dr. Pedro Hussak Van Velthen Ramos (Membro interno - UFRRJ)

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Data:
05/12/2016
Título:
"As imagens cinematográficas no contexto da política-estética de Jacques Rancière"
Resumo:
Jacques Rancière defende que as tentativas da filosofia de compreender as revoluções estéticas e políticas ao longo da história foram insuficientes ou errôneas e apresenta uma nova forma de reunir estética e política para compreender os movimentos da estrutura que ele chama de partilha do sensível. O presente trabalho expõe, primeiramente, uma análise dos três regimes de identificação das artes, a saber: o ético, o representativo e o estético; relacionando-os com seus respectivos poderes de fazer a manutenção das partilhas do sensível (polícia) ou causar rupturas (política) que alteram as partilhas. No primeiro capítulo, são analisados os dois primeiros regimes, expondo os problemas encontrados por Rancière em cada um deles, sobretudo no que diz respeito ao segundo regime, que, segundo o autor, ainda se faz muito presente na contemporaneidade, além de ser o regime no qual estão inseridos muitos dos autores que pensam a estética contemporânea. O segundo capítulo, dedicado ao regime estético, pretende demonstrar as origens da revolução estética a partir de uma reformulação do papel do espectador, pensamento cuja origem Rancière extrai de Schiller e cuja revolução é encontrada na literatura a partir de Flaubert, no poder da palavra muda. Pretende-se utilizar esse último conceito, o do mutismo das coisas que falam, para analisar como o esquema do regime estético redefine nossa relação com as imagens, o que será demonstrado através das análises que Rancière faz das contrariedades das imagens do cinema, ou seja, da fábula cinematográfica. Por fim, será mostrado o papel dessas imagens específicas, as das artes, no contexto da política, que, para Rancière, é indissociável da estética.
Palavras-chave:
Regimes de Identificação das Artes, Estética, Política, Imagem, Cinema..
Banca:
Prof. Dr. Eduardo Anibal Pellejero (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. - Jordi Carmona Hurtado (Membro externo - UFCG)
Prof. Dr. Pedro Hussak Van Velthen Ramos (Membro interno - UFRRJ)
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Data:
30/09/2016
Título:
"Revisitando o argumento Estilingue de Gödel: Será que a teoria das descrições de Russell realmente evita o Estilingue? "
Resumo:
A família de argumentos chamada “Slingshot Arguments” é uma família de argumentos subjacente à visão fregeana de que se sentenças tem referência, a sua referência é os seus valores de verdade. Usualmente visto como um espécie de argumento colapsante, o argumento consiste em demonstrar que, uma vez que você suponha que há alguns itens que são as referências das sentenças (como fatos ou situações, por exemplo), estes itens colapsam em apenas dois: O Verdadeiro e O Falso. Esta é uma dissertação sobre o slingshot que é denominado o slingshot de Gödel. Gödel argumentou que há uma conexão profunda entre estes argumentos e descrições definidas. Mais precisamente, de acordo com Gödel, adotando-se a interpretação de Russell de descrições definidas (que diverge da visão de Frege de que descrições definidas são termos singulares) é possível escapar do slingshot. Nós desafiamos a posição de Gödel de duas formas, primeiramente por apresentar um slingshot mesmo com uma interpretação russelliana de descrições definidas em segundo lugar por apresentar um slingshot mesmo se mudarmos de termos singulares para termos plurais à luz do recente desenvolvimento da chamada Lógica Plural. A dissertação está dividida em três capítulos. No primeiro capítulo apresentamos o debate entre Frege e Russell sobre descrições definidas, no segundo capítulo apresentamos a posição de Gödel e reconstruções de seu argumento e no terceiro capítulo demonstramos nosso próprio slingshot para a Lógica Plural. Através desses resultados pretendemos concluir que podemos recuperar slingshots mesmo com uma interpretação russelliana de descrições definidas ou em um contexto de Lógica Plural.
Palavras-chave:
Filosofia; Destruição; Esquecimento; Questão-do-ser.
Banca:
Prof. Dr. João Marcos de Almeida (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Daniel Durante Pereira Alves (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Samir Bezerra Gorsky (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Luiz Carlos Dias Pinheiro Pereira (Membro externo - PUC - RJ)

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Data:
02/08/2016
Título:
"QUE É ISTO – A FILOSOFIA?: UMA INTRODUÇÃO À DESTRUIÇÃO, AO ESQUECIMENTO E À QUESTÃO-DO-SER EM HEIDEGGER"
Resumo:
A presente dissertação procura ser uma introdução ao pensamento heideggeriano. Para cumprir esse papel, a conferência proferida por Martin Heidegger intitulada “Que é isto – a filosofia?”, bem como a introdução de “Ser e Tempo”, serão os textos de base dessa tarefa. A partir dessa preleção, o autor apresenta os conceitos fundamentais do seu pensamento. Os temas que serão abordados nesta tessitura são os seguintes: a essência da filosofia, o projeto da destruição, o esquecimento do ser e a retomada da pergunta por este último. Nessa perspectiva, será explicitado como os conceitos aqui inqueridos apresentam a existência de uma unidade básica entre eles, de maneira que sem um, a compreensão do outro é impossível. Em poucas palavras, a partir da explicitação e discussão dos conceitos supracitados, com base nos dois trabalhos referidos, será possível compreender a necessidade, a estrutura e a precedência da filosofia heideggeriana, bem como ficará claro por qual horizonte se deve guiar o leitor à compreensão do pensamento do autor aqui tratado.
Palavras-chave:
Filosofia; Destruição; Esquecimento; Questão-do-ser.
Banca:
Prof. Dr. Oscar Federico Bauchwitz (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Dax Fonseca Moraes Paes Nascimento (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Luiz Roberto Alves dos Santos (Membro externo - UFRN)

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Data:
23/06/2016
Título:
"DIREITO E MORAL EM HABERMAS: UMA LEITURA A PARTIR DA CONCEPÇÃO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO"
Resumo:
O presente trabalho trata de um conjunto de obras da segunda fase de Jurgen Habermas em relação a um dos aspectos da sua filosofia política, destacando as relações existentes entre o direito e a moral na concepção do Estado democrático de direito. Para Habermas, não se pode ter confusões entre as esferas da moral e do direito sob a pena de se estabelecer uma irracionalidade do sistema no todo. E isso quer dizer que não se pode exacerbar nem para um tecnicismo absoluto, nem para uma superposição acerca dos valores de forma completa, pois, para o filósofo, a moral e o direito devem se complementar, e isso se dá por meio de uma fundamentação política do exercício da democracia. Desse modo, será possível uma reflexão sobre a reabilitação da filosofia prática, para soluções de conflitos existentes em relação à inserção dos sujeitos nos Estados democráticos, o multiculturalismo e a religião. Esses dilemas, somados aos vários problemas que entram nas discussões dos Estados modernos, trazem à tona os seguintes questionamentos: como se dá a complementação do direito e da moral na concepção do Estado democrático de direito? E como é possível a legitimação do direito na democracia?
Palavras-chave:
Direito, Moral, Democracia.
Banca:
Prof. Dr.Antonio Basilio Novaes Thomaz de Menezes (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Cristina Foroni Consani (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Maria Jose Da Conceicao Souza Vidal (Membro externo - UERN)

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Data:
18/12/2015
Título:
"ANÁLISE DO CONCEITO DE JUSTIÇA NO DIÁLOGO ENTRE TRASÍMAGO E SÓCRATES NO LIVRO 1 D'A REPÚBLICA"
Resumo:
Esta dissertação tem por objetivo a reflexão acerca dos sentidos de Justiça encontrados no Livro 1 d’A República, particularmente aqueles inseridos entre os trechos 336c e 354c. Analisa-se também a possibilidade de que o conceito de Trasímaco da Justiça como conveniência do mais forte é uma forma pré-platônica de entendimento da Justiça que, apropriada por Platão, passa a ser válida quando se considera o mais forte como sendo virtuoso e orientado ao Bem, situação apenas encontrada no contexto da República. Desse modo, defende-se que Trasímaco não está inteiramente errado quanto ao seu conceito de Justiça. Também se considera a noção de que a Justiça, ao longo d’A República, seja a harmonia entre os elementos da alma e da Cidade-Estado.
Palavras-chave:
Platão; Trasímaco; justiça; força; virtude; harmonia; República.
Banca:
Prof. Dr. Edrisi Araujo Fernandes (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Sérgio Eduardo Lima da Silva (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Pablo Moreno Paiva Capistrano (Membro externo - UFSJ)

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Data:
15/12/2015
Título:
"ANÁLISE DO CONCEITO DE JUSTIÇA NO DIÁLOGO ENTRE TRASÍMAGO E SÓCRATES NO LIVRO 1 D'A REPÚBLICA"
Resumo:
Este trabalho tem como objetivo analisar a possibilidade de uma abordagem ética da relação entre homens e animais que, tanto quanto possível, não se baseie nem razões utilitárias nem em razões indiretas para explicar a atribuição de dignidade ou de direitos morais aos animais. Tomamos como pressuposto que alguns deles (se não todos) os possuem, e tentamos mostrar que uma ética de caráter deontológico, centrada no ser humano como o agente, mas não restrita a ele enquanto objeto da ação moral, pode fornecer um suporte teórico para a fundamentação de tal atribuição. A partir da análise das características principais da ética kantiana, e de algumas teorias alternativas, será possível mostrar que uma teoria ética que não pressuponha reciprocidade nem dependa exclusivamente de interesses particulares humanos não apenas é possível como também se revela a mais sensível e adequada à natureza dos nossos valores e do caso em questão.
Palavras-chave:
direitos animais, deveres humanos, deontologia, ética kantiana.
Banca:
Profª. Drª. Cinara Maria Leite Nahra (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Joel Thiago Klein (Membro interno - UFRN)
Profª. Drª. Flávia Carvalho Chagas (Membro externo - UFPeL)

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Data:
08/12/2015
Título:
"MERLEAU-PONTY: UMA ONTOLOGIA DO VISÍVEL"
Resumo:
O presente trabalho discute a ontología do visível no pensamento de Maurice Merleau-Ponty (1908-1961), ao qual aponta para uma profundidade e opacidade do mundo percebido que se opõem à transparência do mundo geométrico pensado por René Descartes (1596-1650). Num primeiro momento é abordado o discurso cartesiano desenvolvido na Dióptrica de Descartes, o primeiro de três discursos científicos publicados em 1637, sendo introduzidos pelo famoso Discurso do Método. Neste sentido, esta pesquisa discorre sobre a explicação mecanicista que o filósofo moderno apresenta acerca da visão, um processo que abrange a formação das imagens na retina e sua comunicação ao cérebro, bem como a posterior leitura realizada por uma mente imaterial. Discute-se a noção de imagem enquanto resultado da interpretação do espírito, pois, para Descartes, não é o olho que vê, mas sim o espírito que lê e decodifica os sinais que o corpo recebe do mundo. Noutro momento, reflete-se sobre a crítica do filósofo Maurice Merleau-Ponty ao pensamento de sobrevoo presente na Dióptrica de Descartes. Para tanto, toma-se como principal referência a terceira parte da obra O Olho e o Espírito (1961), na qual a abordagem intelectualista da visão é considerada como uma tentativa fracassada de se afastar do visível para reconstruí-lo a partir de lugar nenhum. Neste sentido, reflete-se sobre uma nova ontologia proposta por Merleau-Ponty que pensa o ser sem se afastar dos enigmas do corpo e de visão. Enigmas que manifestam uma promiscuidade entre o vidente e o visível, entre o senciente e o sensível. Desse modo, o presente trabalho discorre sobre o modo como a visibilidade foi tratada pelo filósofo contemporâneo, não como algo a ser julgado pelo espírito para obter uma real natureza das coisas, mas como uma manifestação das coisas mesmas. Por fim, esta pesquisa explora a ontologia do visível no pensamento merleaupontiano, uma ontologia que não reconstrói nem se apropria do visível por um pensamento de sobrevoo, mas que se faz a partir da própria visibilidade enquanto relação originária e incessante com a profundidade do mundo.
Palavras-chave:
Sobrevoo cartesiano. Enigma da visão. Ontologia do Visível. Carnalidade da imagem.
Banca:
Prof. Dr.Eduardo Anibal Pellejero (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Sérgio Luís Rizzo Dela-Sávia (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Wanderley Cardoso de Oliveira (Membro externo - UFSJ)

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Data:
07/12/2015
Título:
"O ETERNO RETORNO COMO PARÓDIA E COMO COLAGEM NA FILOSOFIA DA DIFERENÇA DE GILLES DELEUZE"
Resumo:
Gilles Deleuze escreveu comentários sobre vários filósofos, mas a relação que estabeleceu com Nietzsche tem um papel singular em seu pensamento: a apropriação conceitual do “eterno retorno” para pensar o eixo central de sua tese, Diferença e repetição, defendida em 1968. Os termos “diferença” e “repetição” apareciam em seu Nietzsche e a filosofia, de 1962, associados ao eterno retorno. Nosso trabalho analisa as apresentações do conceito nessas duas obras. O primeiro capítulo expõe a construção do estilo e o aspecto crítico e metodológico da filosofia nietzschiana, que são fundamentais à compreensão da interpretação em questão. Em seguida, analisa a primeira exposição do conceito expressa nos seguintes termos: existência estética inocente ou justificada a partir da figura do jogo. Veremos como a imagem do jogo implica outra concepção do acaso, que leva Deleuze a pensar um “tipo” filosófico afirmativo, capaz de criar novos valores. O segundo capítulo avalia o caráter existencial, “ético-seletivo” e “físicocosmológico” do conceito, assim como as dificuldades que impõe ao intérprete de Nietzsche. Posteriormente, apresentamos a compreensão deleuziana do eterno retorno como “paródia” ou “simulacro de doutrina”. O terceiro capítulo analisa essa posição interpretativa como uma transmutação dos valores a partir de uma recombinação de perspectivas, visando superar as compreensões negativas da existência. Queremos problematizar o modo pelo qual Deleuze elabora outra imagem do pensamento, a partir do eterno retorno, aquela que, por uma espécie de “colagem” e de eliminação seletiva do negativo, propõe um trabalho historiográfico, e descobre uma linhagem de pensadores da imanência e da diferença. Um desvio do pensamento da identidade, do mesmo e do semelhante. Queremos, por fim, compreender através desse percurso, sua crítica ao que chama “imagem dogmática do pensamento”.
Palavras-chave:
Ontologia, Filosofia da Diferença, Eterno Retorno, Transvaloração dos valores.
Banca:
Prof. Dr.Eduardo Anibal Pellejero (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Dax Fonseca Moraes Paes Nascimento (Membro interno - UFRN)
Profª. Drª. Cintia Vieira da Silva (Membro externo - UFOP)

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Data:
27/11/2015
Título:
"PROGRAMAS DE VERDADE, 'MUNDOS DE CRENÇA': O VERDADEIRO SEGUNDO PAUL VEYNE"
Resumo:
O presente estudo trata de refletir sobre o lugar da verdade, no cotidiano da experiência humana. A noção de verdadeiro expressa de diferentes formas, em diferentes sistemas de pensamento, culturais e históricos, revela a não uniformidade de seus significados e a arbitrariedade de seu agrupamento sob um mesmo nome, verdade. Diante desse fato, de tantas crenças assumidas como absolutas, perguntamos junto com o historiador Jean Paul Marie Veyne, se a Verdade é apenas uma, ou muitas designadas por uma palavra homônima. Se, através de suas ideias, os homens não podem acessar um conhecimento definitivamente sólido, imutável e desenvolto das interferências de sua condição humana (como os seus interesses e afetos), então em que sentido ele poderá reivindicar uma Verdade maior e exclusivista? Assumindo a impossibilidade de uma apreensão da realidade desse tipo, Paul Veyne desenvolve a noção de programas de verdade, crenças referenciais assumidas como cartografias que direcionam a ação e o pensamento. Defendendo, assim, a ideia de heterogeneidade e pluralidade, como elementos irredutíveis das verdades humanas. Se de um lado há na sociedade uma pluralidade de programas de verdade, de outro há uma pluralidade de crenças que é interior ao homem. Isto é, em seu modo de crer o homem também se mostra plural, pois crê em mais de um programa e em programas contrários. O pensamento de Paul Veyne não deixa de ser uma forma de cepticismo dirigida a todas as verdades antropológicas pretensamente absolutas e universais. Pois a depender do regime de crenças estudado e do momento específico de sua história, um jogo de regras é instituído para distinguir o verdadeiro do falso.
Palavras-chave:
Crenças, programas de verdade, pluralidade, cepticismo.
Banca:
Prof. Dr.Eduardo Anibal Pellejero (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Orivaldo Pimentel Lopes Junior (Membro interno - UERN)
Profa. Dra. Yolanda Gloria Gamboa Muñoz (Membro externo - PUC - SP)

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Data:
23/11/2015
Título:
"O CRISTIANISMO E A CRÍTICA À MODERNIDADE NA OBRA O ANTICRISTO DE NIETZSCHE"
Resumo:
O presente estudo parte do esclarecimento da análise psicofisiológica do cristianismo empreendida por Nietzsche, investigando a sua relação com a instância do corpo, enquanto espaço dinâmico de processos agonísticos entre forças, e evidenciando a crítica à consciência, ao estatuto do ‘Eu’, produto dos processos corporais, permitindo compreender, por fim, o que Nietzsche denomina processo de décadence. Em um primeiro momento, trata-se de analisar de que modo o ideário cristão deprecia e nega a vida em vista a um mundo além, o mundo verdadeiro, sendo sintoma de degeneração e fragilidade vital, elementos caracterizadores da décadence. Em seguida, examinamos a genealogia do cristianismo na obra O Anticristo de Nietzsche, tendo em vista reconstruir os pontos que permitiram o emergir do ideário cristão no seio da cultura hebraica. Veremos que todos estes processos valorativos frente à existência podem ser entendidos como processos fisiológicos que expressam uma dinâmica entre as forças que compõem os corpos, tanto os corpos dos indivíduos, quanto corpos culturais, sendo também expressões de organizações entre as múltiplas forças que compõe a totalidade, que se mantém sempre aberta para possíveis reconfigurações das forças que a constitui. Por fim, investigamos a modernidade e suas raízes no cristianismo, buscando elucidar em que medida o discurso moderno, embora tente superar o ideário cristão, mantém-se ainda vinculado ao seu âmbito metafísico. Para Nietzsche, a civilização ocidental é o desdobrar natural do ideário cristão, enquanto conjunto de ideias civilizatórias, um lento prostrar-se e quebramento dos instintos. Mesmo as ideias que parecem confrontar diretamente a religião cristã deslegitimando-a, como as ideias de democracia, ciência e progresso são derivadas do ideário cristão, são sintomas do processo de décadence.
Palavras-chave:
Nietzsche; Cristianismo; Anticristo; Modernidade; Decadência.
Banca:
Prof. Dr. Rodrigo Ribeiro Neto (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Dax Fonseca Moraes Paes Nascimento (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Francisco Jose Dias de Moraes (Membro externo - UFRRJ)

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Data:
24/09/2015
Título:
"OF MADNESS AND MANYVALUEDNES: AN INVESTIGATION INTO SUSZKO'S THESIS"
Resumo:
Suszko’s Thesis is a philosophical claim regarding the nature of many-valuedness. It was formulated by the Polish logician Roman Suszko during the middle 70s and states the existence of “only but two truth values”. The thesis is a reaction against the notion of many-valuedness conceived by Jan Łukasiewicz. Reputed as one of the modern founders of many-valued logics, Łukasiewicz considered a third undetermined value in addition to the traditional Fregean values of Truth and Falsehood. For Łukasiewicz, his third value could be seen as a step beyond the Aristotelian dichotomy of Being and non-Being. According to Suszko, Łukasiewicz’s ideas rested on a confusion between algebraic values (what sentences describe/denote) and logical values (truth and falsity). Thus, Łukasiewicz’s third undetermined value is no more than an algebraic value, a possible denotation for a sentence, but not a genuine logical value. Suszko’s Thesis is endorsed by a formal result baptized as Suszko’s Reduction, a theorem that states every Tarskian logic may be characterized by a two-valued semantics. The present study is intended as a thorough investigation of Suszko’s thesis and its implications. The first part is devoted to the historical roots of many-valuedness and introduce Suszko’s main motivations in formulating the double character of truth-values by drawing the distinction in between algebraic and logical values. The second part explores Suszko’s Reduction and presents the developments achieved from it; the properties of two-valued semantics in comparison to many-valued semantics are also explored and discussed. Last but not least, the third part investigates the notion of logical values in the context of non-Tarskian notions of entailment; the meaning of Suszko’s thesis within such frameworks is also discussed. Moreover, the philosophical foundations for non-Tarskian notions of entailment are explored in the light of recent debates concerning logical pluralism.
Palavras-chave:
Many-valued logics; Suszko’s thesis; Bivalence; Entailment; Logical Pluralism.
Banca:
Prof. Dr. João Marcos de Almeida (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Luiz Carlos Dias Pinheiro Pereira (Membro externo - UFRJ)
Prof. Dr. Heinrich Wansig (Membro externo - RUHR - UNIVERSITÄT BOCHUM)

Dissertação não disponível.

Data:
23/08/2015
Título:
"NIETZSCHE E A CRÍTICA DA LINGUAGEM COMO PRODUTORA DE 'VERDADES' "
Resumo:
Desde sua juventude, Nietzsche dá atenção especial ao tema da linguagem. Seu olhar filológico faz dela objeto de análise, e todo o seu pensamento filosófico não pode ser desvinculado desse tema tão importante que permeia todas as suas obras. Assim, a questão central desenvolvida nesta pesquisa consiste em refletir sobre o problema da crença na linguagem como produtora de “verdade”. No primeiro capítulo deste trabalho, entendemos que é imprescindível compreender a análise nietzschiana sobre as origens da linguagem, tendo como base os textos de juventude. O objetivo é compreender que a linguagem não é uma adequação exata da realidade e que a verdade nasce no meio gregário, sendo, desse modo, uma série de convenções e antropomorfismos. Já no segundo capítulo, nossa análise avança em direção à crítica à linguagem conceitual como forma de abreviação das coisas, como também à razão, ou “metafísica da linguagem”, como forma de discurso baseada na gramática para postular a existência de um mundo fixo, estável e imutável. Para Nietzsche, a crença na gramática fez a tradição filosófica cometer grandes equívocos, entre eles, defender a ideia de que o mundo se constitui exatamente segundo seus hábitos e pensamentos. E, no terceiro capítulo, nossa atenção estará voltada para os aspectos afirmativos do pensamento de Nietzsche sobre a linguagem. A busca por um tipo de linguagem que seja a favor da vida, considerada como vir-a-ser constante, tem o seu ápice no Zaratustra, onde Nietzsche se reapropria da linguagem para promover o ultrapassamento das categorias dicotômicas da metafísica. É aí que a sua linguagem se manifesta de forma cantada, hipotética, imagética e, além de tudo, poética.
Palavras-chave:
Metáfora. Linguagem metafísica. Linguagem poética.
Banca:
Profª. Dra. Fernanda machado de Bulhões (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Dax Fonseca Moraes Paes Nascimento (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Miguel Angel Barrenechea (Membro externo - UFS)

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Data:
22/12/2014
Título:
"CONHECIMENTO DE SI E UNIDADE: CONSIDERAÇÕES SOBRE A ALMA EM PLOTINO"
Resumo:
O objetivo desta dissertação é desenvolver uma análise sobre a ideia da imortalidade da alma a partir das Enéadas de Plotino pela compreensão do discurso da alma como eterna, una-múltipla e em busca da simplicidade com o Uno diante da temporalidade do corpo múltiplo. Para tanto, iniciamos tentando analisar suscintamente as hipóstases plotinianas (O Uno, o Espírito e a Alma) para melhor estabelecer as bases do pensamento de Plotino ao abordar o tema da ideia da alma e sua imortalidade. Procuramos examinar a epistéme do pensamento de Plotino e sua dialética no intuito de desenvolvermos uma compreensão das relações existentes entre as matérias sensível e inteligível e as formas. Assim, desenvolve-se nas Enéadas de Plotino o papel fundamental do Logos e dos Lógoi na formação da alma. Analisamos também na processão (proódos) e no retorno (epístrophé) as implicações dos aspectos da eternidade sobre a purificação da alma na temporalidade do corpo. Procuramos, por fim, na ideia da imortalidade da alma pelo conhecimento de si mesma a imortalidade na simplicidade do Uno, isto é, o momento último da busca do autoconhecimento pelo esquecimento de si para está só com o Uno: o “despoja-te de tudo” (Aphele pánta).
Palavras-chave:
Alma; Imortalidade; Autoconhecimento; Simplicidade; Plotino.
Banca:
Prof. Dr. Cícero Cunha Bezerra (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. José Teixeira Neto (Membro externo - UERN)
Prof. Dr. Nilo Cesar Batista da Silva (Membro externo - UFS)

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Data:
19/12/2014
Título:
"LACAN, GÖDEL, A CIÊNCIA E A VERDADE"
Resumo:
Jaques Lacan, o pensador que propõe um retorno às bases fundamentais da psicanálise em Freud, estipula que a matemática lhe seria cara como meio de transmissão privilegiado do saber junto à ciência. Ainda que siga como fundamento da ciência moderna a matematização da natureza, para ele esse princípio não implica em eliminar o sujeito que a produz. Isso seria equivalente a dizer que não pode haver uma linguagem, qualquer que seja, mesmo a matemática, que possa “apagar” o sujeito pressuposto na ciência. Junto ao texto A Ciência e a verdade tentaremos introduzir a ideia, não tão simples, por sinal, da verdade como causa. Mencionando o quadro das causas em Aristóteles, Lacan falará de uma homologia entre a verdade como causa formal, no caso da ciência, e a verdade como causa material, no lado da psicanálise. Dentre seus intentos com esse texto, ele quer estabelecer que o sujeito do inconsciente não seria outro senão o sujeito da ciência. Os famosos teoremas de incompletude do lógico-matemático Kurt Gödel entrariam aqui como um capítulo dessa questão. Reconhecidos como verdadeiros divisores de águas, esses teoremas nunca tardam em ser citados como reveladores mesmo fora do ambiente matemático, e o próprio Lacan não se limita à indiferença. Ele faz menção ao nome de Gödel e extrai de algumas observações aparentemente modestas um apoio para sua própria teoria. Sendo que algum rebuscamento aguarda o leitor que se propõe compreender essa suposta corroboração que Gödel presta a psicanálise, introduzir o estudioso de Lacan no uso que ele faz dos teoremas de incompletude é o objetivo do presente trabalho. Em A ciência e a verdade, onde nos cabe localizar o nome de Gödel, deve-se questionar como apreender uma tal ideia sem incorrer na extrapolação e no abuso do saber matemático, quase corriqueiros nesse caso. Assim, esse trabalho pretende apresentar ao leitor o raciocínio subjacente aos teoremas de Gödel, familiarizá-lo quanto às pretensões matemáticas de Lacan, e indicar como se procede o uso dessa matemática implícita no texto A ciência e a verdade.
Palavras-chave:
Jaques Lacan. Kurt Gödel. Teoremas de incompletude. Psicanálise. Matemática.
Banca:
Prof. Dr. Daniel Durante Pereira Alves (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Bruno Rafaelo Lopes Vaz (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Giovanni da Silva de Queiroz (Membro externo - UFPB)

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Data:
19/12/2014
Título:
"A POLÍTICA COMO PROETO DE AUTONOMIA EM CORNELIUS CASTORIADIS"
Resumo:
A pesquisa consiste em apresentar os conceitos e argumentos mais importantes para Cornelius Castoriadis que permitam elucidar o papel da ação política na busca pela autonomia coletiva e individual. A partir da delimitação histórico-conceitual da reflexão filosófica sobre a autonomia, demonstrar as principais críticas de Castoriadis dirigidas ao determinismo histórico, às tendências totalitárias presentes na história da filosofia e à alienação promovida pela ideologia capitalista. Para tanto, é essencial compreender as categorias usadas por ele em todo o seu percurso filosófico: sociedade, imaginação radical, imaginário social, linguagem e social-histórico. Castoriadis opõe-se a qualquer concepção da história que apele para um plano pré-determinado, seja de origem natural, racional ou divina. Ele prossegue na ideia de que cada sociedade é o resultado da permanente tensão entre sociedade instituída e sociedade instituinte, pois cada sociedade é fruto da diferença entre a sociedade particular e o imaginário social que promove sua alteração. A história é criada pela atividade teórica e prática dos homens na dimensão chamada de social-histórico que se impõe como limite que não se pode ultrapassar mesmo sendo objeto de constante interrogação e de mudança da ação humana. Para esclarecer a noção de democracia apresentada por Castoriadis é necessário analisar com profundidade como o imaginário radical está inserido na formação do indivíduo e na instituição da sociedade, bem como, elucidar o modo como se relacionam os conceitos de autonomia, heteronomia, liberdade, igualdade e justiça, explicitando em qual contexto aparecem dentro da obra de Castoriadis.
Palavras-chave:
Autonomia. Democracia. Social-histórico.
Banca:
Prof. Dr. Sergio Luis Rizzo Dela Savia (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Fábio de Barros Silva (Membro externo - UFSJ)
Prof. Dr.José Luiz de Oliveira (Membro externo - UFSJ)

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Data:
17/12/2014
Título:
"A COMPAIXÃO COMO FUNDAMENTAÇÃO MORAL EM SCHOPENHAUER"
Resumo:
O escopo desse trabalho pretende investigar até que ponto o sentimento da compaixão é importante para as fundamentações morais. Desse modo, tomaremos como base de análise a fundamentação moral do filósofo Arthur Schopenhauer, em seu ensaio “Sobre o Fundamento da Moral”, que foi um defensor do sentimento da compaixão em sua fundamentação ética. A fim de aprofundarmos as discussões sobre a dicotomia do ser humano, que o divide entre razão e sensibilidade no campo moral, investigaremos, também, a crítica de Schopenhauer à moral kantiana, que é fundamentalmente racional. Entendemos que analisando tanto a sua fundamentação moral, quanto sua crítica à moral kantiana, conseguiremos entender o verdadeiro significado do sentimento da compaixão no campo moral. Sendo assim, acreditamos que se deve levar em consideração o valor desse sentimento nas fundamentações éticas. Como proposta, tentaremos uma aproximação no que diz respeito à razão e à sensibilidade no campo moral.
Palavras-chave:
Compaixão. Ética. Schopenhauer. Kant.
Banca:
Profª. Dra. Cinara Maria Leite Nahra (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Dax Fonseca Moraes Paes Nascimento (Membro interno - UFRN)
Profª. Dra. Maria de Lourdes Alves Borges (Membro externo - UFSC)

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Data:
17/12/2014
Título:
"A INVESTIGAÇÃO SOBRE A ÉTICA DA CIÊNCIA"
Resumo:
A partir da querela sobre o Debate do Positivismo na Sociologia Alemã, Positivismusstreit, é plausível estabelecer uma relação entre os fundamentos epistemológicos e a ética normativa. O racionalismo crítico, advogado por Karl Popper e Hans Albert, e a teoria crítica de Theodor Adorno e Jürgen Habermas corroboram em rejeitar o relativismo epistemológico. Porém, ambas partem de perspectivas distintas. O racionalismo crítico possui como fulcro a investigação da intolerância, através das ideologias políticas baseadas no dogmatismo das teorias pseudocientíficas. Já a teoria crítica, através do método da dialética negativa, demonstra as formações das ideologias políticas através da associação da esfera pública com o modo de produção econômica do capitalismo tardio, responsável pela despolitização da esfera pública. O racionalismo crítico fundamenta a lógica situacional, método dedutivo puro, que torna da ciência neutra e objetiva. Esse método alicerçado na tradição crítica do princípio da falseabilidade seria responsável pelo progresso das ciências sociais, pois distinguiria as ciências, do dogmatismo intolerante das ideologias que geram ações violentas na política. Porém, para Adorno, esse método gera a instrumentalização da razão, pois o objetivo juízo da totalidade sócio-histórica é alienado ao valor subjetivo do mercado e na venda da força de trabalho. Essas características, segundo Habermas, compõem a ideologia burguesa que aparelha a esfera pública, tornando o poder político paralelo ao sistema de produção econômica. Por isso, é necessário uma nova hermenêutica do racionalismo crítico para responder as críticas de Adorno e Habermas. A nova hermenêutica é uma perspectiva de relação entre a ética e a ciência, elaborada por Mariano Artigas e Paulo Eduardo Oliveira, visando estabelecer uma fundamentação de princípio moral para o funcionamento da ciência.
Palavras-chave:
Positivismo, Racionalismo Crítico, Teoria Crítica, Autonomia, Ciência.
Banca:
Prof. Dr. Sergio Luis Rizzo Dela Savia (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Antônio Basílio Novaes Thomaz de Menezes (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Ivanaldo Oliveira dos Santos (Membro externo - UERN)

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Data:
12/12/2014
Título:
"PARA UMA METAPSICOLOGIA FREUDIANA DA EXPERIÊNCIA ESTÉTICA"
Resumo:
Há muito a arte já era tema de acirradas discussões filosóficas quando do surgimento da psicanálise no fim do século XIX. Com o avanço desta e seu eventual deslocamento do campo das patologias psíquicas para as produções da cultura, superpõe-se às então produções teóricas sobre a arte um discurso que implica novas categorias do acontecer psíquico no fazer artístico. Com o conceito freudiano de inconsciente todo fazer humano passou a ser concebido como comportando a marca do ser dividido que é o homem. Julgamos a experiência estética como indissociável desse fazer. E é por apostar na singularidade da abordagem psicanalítica no campo estético que nos aventuramos a propor uma descrição metapsicológica da experiência estética. Para tanto, devemos primeiramente compreender qual o critério que Freud utiliza para o uso do conceito de sublimação, este que consideramos um conceito chave para a análise da experiência estética. A experiência é dividida ainda na experiência estética do espectador, isto é, a contemplação, e a experiência do autor, isto é, a do criador da obra.
Palavras-chave:
filosofia; psicanálise; metapsicologia; sublimação; arte; experiência estética.
Banca:
Prof. Dr. Eduardo Anibal Pellejero (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Gilson de Paulo Moreira Iannini (Membro externo - UFOP)
Profª. Dra. Glaucineia Gomes de Lima (Membro externo - UnP)

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Data:
04/12/2014
Título:
"EDUCAÇÃO, ARTE E VIDA NO PENSAMENTO DO JOVEM NIETZSCHE"
Resumo:
O presente trabalho explana a crítica de Nietzsche à cultura (Kultur) moderna a partir de um diagnóstico da educação (Erziehung) imposta pelo Estado. O diagnóstico, apresentado nas Conferências proferidas por Nietzsche no início de sua docência, identifica o modelo de educação como um instrumento de embotamento do homem e da vida. É com base apenas nos escritos de juventude que exploramos sua crítica ao modelo de educação moderna, esta como abstrata e histórica, além de distanciar o saber da vida. Essa educação dá ao homem a função de utilidade para o trabalho e oferece a ele uma felicidade advinda do consumo e apatia em relação à vida. Todavia, no modelo nietzschiano de educar, o homem se relaciona com a vida e com o mundo, porque educar é ensinar o indivíduo a pensar, a lidar com conceitos, com experiências e com possibilidades para a vida, de preferência com o apoio da filosofia e da arte. Fortemente influenciado por um músico e um filósofo – Wagner e Schopenhauer –, o jovem Nietzsche acredita na experiência estética para educar a sensibilidade e os instintos, pois, absorto na experiência, o homem passa a ser artista e é comunicado pela arte sobre um saber relacionado à vida. Mas não consideramos aqui a arte em um único sentido, isto é, belos objetos, mas uma arte como atitude criativa em relação ao conhecimento e à vida. É desta forma que uma cultura autêntica nasce: no processo de recriação do conhecimento acumulado e aprendido, na consideração da vida como um processo ininterrupto de mudanças. Ao pensar a educação imbricada com a vida também na III Extemporânea – Schopenhauer educador, Nietzsche reinterpreta a Bildung (formação) moderna e a toma como um cultivo de si a partir de exemplos imaginados: grandes homens que fizeram da vida uma obra de arte. "Torna-te o que tu és" é a Bildung nietzschiana para o homem que quer conduzir a vida com um heroísmo individual alcançado na luta pela vida para fazê-la única. A cultura floresce quando a vida do grande homem, aquele que cultivou a si mesmo com arte e filosofia, inspira os jovens de amanhã.
Palavras-chave:
Arte, Filosofia, Educação, Vida, Cultura.
Banca:
Profª. Dra. Fernanda Machado de Bulhões (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Markus Figueira da Silva (Membro interno - UFRN)
Prof. Dr. Miguel Angel de Barrenechea (Membro externo - UFRJ)

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Data:
07/11/2014
Título:
"INVOLUÇÃO CRIADORA: O MAIOR E O MENOR NA OBRA DE GILLES DELEUZE"
Resumo:
Discute-se no presente trabalho o pensamento político do filósofo francês Gilles Deleuze (1925 – 1995), a partir dos conceitos de menor/maior, pois, através deles, a filosofia de Deleuze produz problemáticas pertinentes para pensar a política e suas formas. Não só os conceitos de maior/menor, mas o conceito de devir, no modo de devir-menor marca a proposição do que poderíamos chamar de uma proposta propriamente deleuziana para a política. Sendo assim, o objetivo do presente trabalho é expor a maneira de uma possível política do devir, e de uma ética da luta a ela associada. Estudar o pensamento político de Deleuze hoje é não abdicar de um pensamento político que reconhece as singularidades e abraça a luta política não como revolução totalizante, mas como resistência. A análise dos conceitos de maior/menor, e do devir na forma de devir-menor mostra-se como proposição política necessária no contexto atual.
Palavras-chave:
Gilles Deleuze, filosofia política, maior/menor, devir-menor, rostidade.
Banca:
Prof. Dr. Eduardo Anibal Pellejero (Presidente - UFRN)
Profª. Dra. Cintia Vieira da Silva (Membro externo - UFPO)
Prof. Dr. Jordi Carmona Hurtado (Membro externo - UFCG)

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Data:
07/11/2014
Título:
"HEIDEGGER E A TÉCNICA MODERNA"
Resumo:
O objetivo geral da pesquisa consiste em esclarecer e discutir a contribuição original de Martin Heidegger para a reflexão filosófica sobre a essência da técnica moderna. Para tanto, estruturou-se o percurso interpretativo da presente dissertação em dois momentos fundamentais. Em um primeiro momento, apresentamos a interpretação heideggeriana da essência da era moderna que, por sua vez, será reconhecida a partir do fundamento metafísico que funda a essência da ciência moderna, qual seja: a subjetividade que representa, calcula, controla e produz o real. Veremos que, nesse contexto, a ciência moderna foi pensada ainda ao lado da técnica moderna, o que vai mudar consideravelmente a partir dos escritos do pós-guerra, nos quais Heidegger pensa a ciência moderna a partir de um processo muito mais amplo e fundamental em que já vem se desdobrando a essência da técnica. Assim, em um segundo momento, analisaremos de que modo, para Heidegger, a moderna metafísica da subjetividade atingiu o seu acabamento na época da técnica moderna a partir do princípio de controle e planificação dos entes em geral (Gestell), revelando o sentido não-técnico da técnica (para além da visão antropológica, humanista e instrumental) bem como o caráter ameaçador da técnica moderna em seu projeto de conversão do ente em fundo de reserva (Bestand).
Palavras-chave:
Modernidade, Técnica Moderna, Metafísica, Tecnologia, Heidegger.
Banca:
Prof. Dr. Rodrigo Ribeiro Alves Neto (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Daniel Durante Pereira Alves (Membro Interno - UFRN)
Prof. Dr. Francisco José Dias de Moraes (Membro externo - UFRRJ)

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Data:
16/05/2014
Título:
"A RELAÇÃO ENTRE AS NOÇÕES DE ELEUTHERÍA E AUTÁRKEIA NA FILOSOFIA DE EPICURO"
Resumo:
Da relação entre autárkeia (autarquia) e eleuthería (liberdade) emerge o sentido de liberdade na filosofia de Epicuro (341-270 a.C.). Essas noções foram textualmente relacionadas nas Sentenças Vaticanas. Esta perspectiva é privilegiada por pôr às claras a diferença entre o sentido geral de liberdade e seu sentido específico. Este último se identifica com a noção grega de eleuthería. O sentido geral de liberdade abrange a physiología (investigação da natureza) e ética epicuristas. O exame da física epicurista revela um espaço natural para as ações livres: o espaço para construção humana (par'hemás). É nesse espaço fora do domínio da anánke (necessidade) que os homens exercem seu poder de livre escolha e podem ser ditos causa de suas ações ou serem caracterizados como autárquicos. O exercício da autárkeia condiciona a eleuthería (liberdade). Para ser autárquico é preciso conhecer a si mesmo e conhecer a phýsis (natureza). De posse do saber da natureza, o sábio se sabe livre para agir segundo sua vontade, sem intervenção de deuses nem do destino. No serviço da filosofia, o sábio encontra a eleuthería, a liberdade em seu sentido específico, a verdadeira liberdade, que se caracteriza por um agir "positivo", na dependência apenas de si mesmo. Esse é o itinerário percorrido pelo pensamento de Epicuro em direção a solução do problema que contrapõe necessidade e liberdade: ou há anánke (necessidade) e não somos livres ou somos livres e não há anánke. À primeira alternativa se segue o despropósito da filosofia: não haveria razão para transmitir conhecimentos, pois tanto quem erra quanto quem acerta, erra e acerta segundo a necessidade; à segunda alternativa se segue a ausência de encadeamentos causais, em última instância, impossibilitando a atribuição de causa a quem quer que seja. Assim, Epicuro preserva as noções de necessidade e de liberdade, apenas alocando-as em suas devidas esferas de atuação. A ideia geral de liberdade no epicurismo excede aquela de eleuthería e só pode ser compreendida na conjunção entre autárkeia e eleuthería.
Palavras-chave:
Epicuro, autarquia, liberdade, necessidade.
Banca:
Profº Dr. Markus Figueira da Silva (Presidente - UFRN)
Profº Dr. Edrisi de Araújo Fernandes (Membro Interno - UFRN)
Profª Dra. Izabela Aquino Bocayuva (Membro externo - UERJ)

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Data:
23/12/2013
Título:
"DEUS, MENTE E MUNDO: SOBRE OS CONCEITOS DE COMPLICATIO, IMAGO E EXPLICATIO A PARTIR DO DIÁLOGO "DE MENTE" DE NICOLAU DE CUSA"
Resumo:
O presente trabalho versa sobre como os três temas centrais da metafísica tradicional, a saber, Deus, o homem e o mundo, são repensados pela especulação filosófica do cardeal alemão Nicolau de Cusa (1401-1464). Devido à abrangência dessa temática, nossa dissertação teve como ponto de partida e referencial constante o livro que o filósofo escreveu em 1450, Idiota. De mente, segundo escrito que compõe a série de diálogos do Idiota (Idiotae libri), e cuja discussão se desenvolve em torno ao tema da mente humana. A partir do diálogo De mente nós construímos a nossa reflexão tomando algumas questões e fundamentações teóricas apresentadas no Idiota. De sapientia e no De docta ignorantia, estendendo-a a pouco mais que isso. De acordo com Nicolau de Cusa, a mente humana, em seu caráter criativo à imagem da mente divina, transcende as considerações puramente funcionais que geralmente lhe são atribuídas, isto é, no que se refere à sua natureza cognitiva e ao seu papel epistemológico. Para além desses aspectos, o Cusano entende a humana mens como um ponto de articulação dos outros dois temas que protagonizam a sua metafísica: Deus e o mundo. Neste contexto, através dos conceitos de complicatio-explicatio e imago, bem como da intercessão entre o tema do homem imago Dei e o motivo do microcosmo, nós apresentamos aqui uma introdução à filosofia cusana.
Palavras-chave:
Nicolau de Cusa. Metafísica. Deus. Universo. Mente humana.
Banca:
Profº Dr. Oscar Federico Bauchwitz (Presidente - UFRN)
Profº Dr. Edrisi de Araújo Fernandes (Membro Interno - UFRN)
Profº Dr. José Teixeira Neto (Membro externo - UERN)

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Data:
Título:
Resumo:
Palavras-chave:
Banca:

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Data:
30/09/2013
Título:
"CIÊNCIA E RACIONALIDADE EM THOMAS KUHN"
Resumo:
O trabalho pretende explorar o impacto que a obra filosófica de Thomas Kuhn teve sobre a filosofia da ciência, em especial sobre a ideia comum de racionalidade científica. Ao lado disso, pretende esclarecer a posição do autor no que diz respeito ao seu entendimento do que seja racionalidade em ciência. Para alcançar esse objetivo iniciamos dando um panorama da cena filosófico-científica da primeira metade do século vinte, a fim de evidenciar o conceito de racionalidade comum na época de Kuhn. Num segundo momento mostramos como as ideias desse autor contrastam com aquele conceito, o que dá vazão para uma série decríticas de irracionalismo. Por fim, mostramos como Kuhn contorna essas acusações ao apontar para um novo conceito de racionalidade, conceito graças ao qual podemos conciliar sua filosofia com uma descrição do desenvolvimento racional da ciência.
Palavras-chave:
Ciência. Racionalidade. Thomas Kuhn.
Banca:
Profª Dra. Maria da Paz Nunes de Medeiros (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. José Eduardo de Almeida Moura (Membro Interno - UFRN)
Prof. Dr. Alberto Oscar Cupani (Membro externo - UFC)

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Data:
27/09/2013
Título:
"A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO RELIGIOSO-MORAL NO PENSAMENTO DE FREUD"
Resumo:
A presente pesquisa trata de uma reflexão filosófica em torno da constituição do sujeito religioso-moral no pensamento de Freud, partindo da questão da religião, enquanto um dos vários espaços de concreção do indivíduo moral. Partimos da hipótese de que a religião se apresenta como espaço de revivescência da relação primária do sujeito com a mãe e como uma agência moral. Essa relação primária corresponde ao período que antecede o complexo de Édipo. O corte provocado no complexo edipiano causa no sujeito um vazio, levando-o a uma situação de desamparo. Na tentativa de preencher o vazio e consequentemente sair da situação de desprazer, ocasionado pelo desamparo, o indivíduo procura meios diversos, entre os quais, a religião. A religião, nesse sentido, busca por um lado, ser esse suporte de preenchimento do vazio existencial, provocado no complexo de Édipo e, por outro, funciona como uma fiel aliada do Superego que, por seu turno, é herdeiro direto do complexo edipiano e cuja função é exigir do sujeito a vivência moral, conforme se é estabelecido pelo corpo social, no qual o indivíduo está inserido. Assim sendo, buscamos desenhar esse sujeito a partir de ideias gerais da filosofia acerca da moral, bem como de alguns elementos teóricos do pensamento freudiano, desde sua ideia de origem da cultura, moralidade e religião a elementos mais específicos que dizem respeito ao sujeito individual, ou seja, ao psiquismo.
Palavras-chave:
Constituição do sujeito religioso-moral; Civilização/cultura; Complexo de Édipo; Inconsciente; Filosofia e psicanálise.
Banca:
Prof. Dr. Alipio de Sousa Filho (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Sergio Luis Rizzo Dela Savia (Membro Interno - UFRN)
Prof. Dr. Ricardo Lincoln Barrocas (Membro externo - UFC)

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Data:
18/04/2013
Título:
"EXISTÊNCIA E LIBERDADE: A TRANS-DESCENDÊNCIA DA VIDA NO LIVRO RELIGION AND NOTHINGNESS DE NISHITANI KEIJI"
Resumo:
O diálogo estabelecido entre a filosofia Oriental e o pensamento Ocidental nos permite pensar os problemas inerentes ao nosso tempo a partir de ponto de vistas diversos. Nishitani Keiji, representante da Escola de Kyoto, percebe a contemporaneidade, o tempo da vigência da técnica, nas palavras de Heidegger, como derivação e consequência imediata da perspectiva introduzida na era moderna a partir do cogito cartesiano a qual cria uma barreira que separa homem e mundo. O pensamento científico que domina a nossa Era nasceu de uma construção de pensamento que enobrece a razão humana em detrimento das demais coisas do mundo, determinando que o conhecimento somente deve ser produzido a partir do próprio homem e seu conjunto de competências racionais. No entanto, nos alerta Nishitani, este ponto de vista derivado do pensamento moderno que impõe uma subjetividade do tipo egocêntrica além de não apreender as coisas em sua verdade, também não alcança o verdadeiro eu do homem. Na tentativa de suplantar os abusos gerados na modernidade e que reverberam em nosso modo de ser até hoje, nosso pensador, irá propor o ponto de vista da vacuidade (śūnyatā) como um caminho de trans-descendência, ou seja, de superação do pensamento tradicional que supervaloriza a razão para o encontro com o rosto original do homem, o qual ao não mais impor seu poder cognitivo pode conhecer todas as coisas em sua verdade, em seu tathatā.
Palavras-chave:
Banca:
Profº Dr. Cícero Cunha Bezerra (Presidente - UFRN)
Profª Dra. Gisele Amaral dos Santos (Membro Interno - UFRN)
Profº Dr. Antonio Florentino Neto (Membro externo - UNICAMP)

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Data:
17/01/2013
Título:
"NIETZSCHE E ROSSET: ALEGRIA, IMPULSO À CRIAÇÃO"
Resumo:
Compreendida em um projeto de transvaloração dos valores, a alegria é um dos temas centrais do pensamento de Friedrich Nietzsche e Clément Rosset. Contrapondo-se à tradição metafísica – que a moraliza e a despoja de sua força ao pensá-la como "felicidade", avaliada, por sua vez, como meta vinculada à virtude e à racionalidade –, estes pensadores propõem uma perspectiva em que a alegria deixa de apontar para uma instância ultramundana e volta-se para a terra, para o corpo. Para além das oposições de valores constitutivas da dogmática metafísica, a alegria e o sofrimento são concebidos como elementos que não se excluem, antes se complementam como fundamentos de uma sabedoria trágica caracterizada por uma ciência gaia(ta), consubstanciada no riso e na amizade. A partir de uma incondicional fidelidade ao real expressa nas fórmulas do amor fati (Nietzsche) e da aprovação irrestrita da existência (Rosset), a alegria é então entrevista como impulso vital, a força maior, a força plástica que incita à criação artística: a alegria de criança brincando.
Palavras-chave:
Nietzsche. Rosset. Alegria. Impulso. Criação.
Banca:
Profª Dra. Fernanda Machado de Buhões (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Markus Figueira da Silva (Membro Interno - UFRN)
Prof. Dr. Miguel Angel Barrenchea (Membro externo - UNIRIO)

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Data:
28/12/2012
Título:
"KANT E O PROBLEMA DO PRINCÍPIO MORAL SUPREMO DA FUNDAMENTAÇÃO DA METAFÍSICA DOS COSTUMES"
Resumo:
Em sua obra Fundamentação da Metafísica dos Costumes, Kant investiga a natureza do princípio supremo da moralidade, visando a elaboração de uma metafísica dos costumes. Este estudo busca averiguar o princípio moral supremo a partir da Fundamentação e apresentar os conceitos chave da primeira seção como base para discussão sobre o fundamento da moral. Na sequência, propomo-nos a analisar o restante da obra sob a ótica de duas críticas feitas a Kant por alguns de seus intérpretes, a saber: i) Kant teria criado muitas formulações sobre o "princípio moral supremo" gerando um problema de compatibilidade em relação às formulações; ii) Kant seria obscuro e, por isso, teria falhado nesta empreitada ao tentar demonstrar a dedução do princípio supremo na terceira seção. A partir dessa análise, busca-se verificar, portanto, se as críticas feitas a Kant se sustentam coerentemente frente à Fundamentação, bem como esclarecer, a partir dessa contraposição, o pensamento de Kant acerca do princípio moral supremo.
Palavras-chave:
Banca:
Prof. Dr. Juan Adolfo Bonaccini (Presidente - UFPE)
Profª Dra. Fernanda Machado de Bulhões (Membro Interno - UFRN)
Prof. Dr. Jesus Vazquez Torres (Membro externo - UFPE)

dissertação não disponível

Data:
21/12/2012
Título:
"ULISSES E NARCISO: AS FACES DA ALMA HUMANA ATRAVÉS DO DISCURSO DAS ENÉADAS DE PLOTINO"
Resumo:
Esta dissertação versa sobre o mito em Plotino e tem com objetivo elaborar uma trajetória que indique a visão do discurso mítico enquanto imagem que reflete o Uno como princípio e fim nasEnéadas. Para tanto, partimos da análise da narrativa mítica dentro do contexto filosófico tomando como ponto de partida uma releitura da crítica platônica à poesia. Como pontos centrais utilizamos duas célebres figuras mitológicas, a saber, Narciso e Ulisses. Estas, fundamentam a noção de alma plotiniana e sua tarefa de retorno à unidade originária. Dessa maneira, a partir dessas figuras míticas, isto é, percorrendo o caminho feito por elas dentro de suas respectivas narrativas, propomos uma possível relação de ascensão e queda da alma. Dividida em três partes, na primeira, tratamos de evidenciar a interpretação de Platão a respeito do mito e a posição de Plotino em relação à visão de Platão, assim como, observamos a crítica de Platão à poesia no contexto da paidéia grega e a noção do mito como imagem da estrutura henologica em Plotino. Na segunda parte, tratamos de estruturar a filosofia de Plotino, traçando um paralelo entre Henologia e Ontologia, particularmente no que se refere às três hipóstases. Na terceira parte evidenciamos o sentido do mito e sua imagem em Plotino a partir dos papeis que desempenham as figuras míticas nas Enéadas.
Palavras-chave:
Mito, poesia, imagem, reflexo, alma, Plotino.
Banca:
Prof. Dr. Cícero Cunha Bezerra (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Oscar Federico Bauchwitz (Membro Interno - UFRN)
Prof. Dr. Marcus Reis Pinheiro (Membro externo - UFF)

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Data:
20/12/2012
Título:
"NIETZCHE E A MODERNIDADE: DA CRÍTICA À METAFÍSICA A CRÍTICA À DEMOCRACIA"
Resumo:
Esta dissertação apresenta uma interpretação a respeito das considerações críticas do filósofo alemão Friedrich Nietzsche sobre a modernidade, mais precisamente a crítica de Nietzsche à verdade, à moral-cristã e à democracia por ele desenvolvidas em Além do bem e do Mal. Nietzsche analisa atentamente os pormenores da modernidade, faz um diagnóstico do homem moderno e encontra o sinal da decadência. Para ele, a decadência, que invade a vida e a cultura moderna e enseja o surgimento de homens domesticados na sua ação e nivelados em seus desejos e anseios, foi provocada pelo modo de valorar do homem moderno que, por sua vez, se realiza a partir de crenças metafísicas, principalmente, a crença metafísica na verdade, que surgiu com a filosofia socrático-platônica. Por isso, consideramos que a crítica de Nietzsche à modernidade passa necessariamente pela crítica à metafísica clássica. Em nossa pesquisa, destacamos algumas questões como: o que em nós aspira à verdade? Por que e para que a moral cristã? O que caracteriza a modernidade? Seria o apelo ao gosto democrático? É possível reinventar a modernidade? Em nosso trajeto, salientamos o vínculo que existe entre a noção de verdade, a democracia e os valores morais cristãos, mostrando que esses valores morais foram herdados da cultura socrática. Também pretendemos esclarecer a proposta nietzschiana de um novo modo de fazer filosofia, que seria capaz de ultrapassar a decadência que impera na moderna cultura europeia. Ou seja, o término desta pesquisa aponta para os "filósofos do futuro", filósofos capazes, segundo Nietzsche, de afirmar a vida além das oposições metafísicas, além do bem e do mal.
Palavras-chave:
Ideias modernas. Verdade. Moral. Democracia. Filósofos do futuro.
Banca:
Profª Dra. Fernanda Machado de Bulhões (Presidente - UFRN)
Prof. Dr. Markus Figueira da Silva (Membro Interno - UFRN)
Prof. Dr. Miguel Angel Barrenechea (Membro externo - UNIRIO)

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