Seleção de Bolsista do PET-CS

PROGRAD divulga edital para preenchimento de vaga no PET Ciências Sociais.

O Programa de Educação Tutorial (PET) da UFRN abre inscrições para o processo seletivo de vaga para o grupo PET Ciências Sociais (PETCS), por meio do Edital nº 02/2020-PETCS. Com a decisão de cancelamento do Edital nº 01/2020-PETCS, que havia sido suspenso em março/2020 por motivos da interrupção das atividades acadêmicas e administrativas na UFRN, o novo edital foi lançado disponibilizando 1 (uma) vaga para o mencionado grupo PET, a ser preenchida imediatamente, sendo que aqueles que ficarem aprovados nas posições seguintes ficarão como suplentes.

O candidato precisa ser estudante regular da graduação em Ciências Sociais (bacharelado ou licenciatura), devidamente matriculado em disciplinas no período letivo em curso, além de outros requisitos previstos em edital. As inscrições estarão abertas a partir de 23 a 30 de setembro de 2020 e poderão ser feitas por e-mail (petcsufrn00@gmail.com), anexando-se a documentação prevista no item 7 do edital. Para acessar o edital clique AQUI.

Palestra: Amazônia e as Mudanças Climáticas

A palestra será ministrada pelo professor Paulo Artaxo, da USP, no Ciclo de Seminários do DCAC/PPGCC, dia 25 de setembro (sexta-feira), às 15h, e poderá ser assistida no canal do CCET no YouTube.

A Amazônia é chave na questão das mudanças climáticas por uma série de razões. Desde a quantidade de carbono armazenada no ecossistema, à sua importância no ciclo hidrológico e até nos impactos das queimadas no clima regional, o ecossistema influencia uma série de processos atmosféricos importantes. A alta taxa de desmatamento e o aumento de incidência de queimadas mostram que o ecossistema está em pleno processo de mudanças, com impactos sócio-econômicos importantes. Discutiremos neste seminário o complexo relacionamento entre a Amazônia e o clima regional e global.

Prof. Paulo Artaxo realizou sua graduação em Física pela Universidade São Paulo (1977), mestrado em Física Nuclear pela USP (1980) e é doutor em Física Atmosférica pela USP (1985). Trabalhou na NASA (Estados Unidos), Universidades de Antuérpia (Bélgica), Lund (Suécia) e Harvard (Estados Unidos). Atualmente é professor titular do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da USP. Trabalha com física aplicada a problemas ambientais, atuando principalmente nas questões de mudanças climáticas globais, meio ambiente na Amazônia, física de aerossóis atmosféricos, poluição do ar urbana e outros temas. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da World Academy of Sciences (TWAS) e vice presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP). Publicou mais de 480 trabalhos científicos e apresentou 1020 papers em conferências científicas internacionais. Tem mais de 24.300 citações de seus trabalhos no ISI Web of Science com índice H de 83, e publicou 26 trabalhos nas revistas dos grupos Science e Nature. Tem mais de 49.849 citações no Google Scholar, com índice H no Google Scholar de 106. Coordenou dois Institutos do Milênio do CNPq, é membro do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) e de 7 outros painéis científicos internacionais. É coordenador do Programa FAPESP de Mudanças Climáticas Globais, e membro do INCT Mudanças Climáticas. É representante da comunidade científica no CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Em 2004 recebeu um voto de aplauso do Senado Brasileiro pelo trabalho científico em meio ambiente na Amazônia. Em 2006 foi eleito fellow da American Association for the Advancement of Sciences. É membro da equipe do IPCC que foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz de 2007. Em 2007 recebeu o prêmio de Ciências da Terra da TWAS e o Prêmio Dorothy Stang de Ciências e Humanidades de 2007. Em 2009 foi agraciado com o título de Doutor em Filosofia Honoris Causa pela Universidade de Estocolmo, Suécia. Em 2010 recebeu o prêmio Fissan-Pui-TSI da International Aerosol Research Associations. Também recebeu em 2010 a Ordem do Mérito Científico Nacional, na qualidade de comendador, em em 2018 na qualidade de Grão Cruz. Em 2016 recebeu o Prêmio Almirante Álvaro Alberto outorgado pelo CNPq, Marinha, MCTI e Fundação Conrad Wessel. É Pesquisador Emérito do CNPq. Em 2017 recebeu o Prêmio Globo Faz a Diferença. Recebeu o prêmio de Most Cited Researcher da Clarivate Analytics em 2014, 2015, 2018 e 2019.

O Instituto Humanitas da UFRN Prepara o Lançamento da Plataforma NOSSO FUTURO COMUM

O futuro é um bem público comum ainda não existente, mas com valor potencial. Não pode ser medido e não pode ser avaliado em si mesmo. Só pode ser medido e avaliado pelo seu passado, pelo que fazemos agora. Como a água ou o ar, o futuro pode ser melhor ou pior de acordo como o tratamos agora. O futuro como bem público é uma mescla de insumos tangíveis e intangíveis que são, ao mesmo tempo, o resultado da forma e qualidade com que utilizamos o capital natural e o acervo cultural.

Avanços conceituais importantes foram alcançados e consensuados em nível internacional através do multilateralismo. O Relatório Brundtland e a Rio92 plasmaram o conceito de Desenvolvimento Sustentável e aprovaram, no consórcio de nações, o mais abrangente e ambicioso programa de mudanças da história, a Agenda 21.  Um novo paradigma de pensamento sobre um futuro sustentável para a nave Terra foi colocado à disposição dos países e dos cidadãos do mundo. Um programa de ação que poderia e deveria incidir especialmente sobre a educação, a ciência e a tecnologia. Temos, hoje, as agenda da ONU “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio” e a “Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”. Mas, precisamos, em todas as instâncias e âmbitos, fazer nossa parte e tornar possível a implementação dessas agendas e objetivos.

Precisamos oferecer uma educação para um futuro sustentável. E oferecer ciência, tecnologia, filosofia e arte como atividades humanas que sejam também reflexões e indicações de soluções de problemas e dilemas globais, compartilhadas através da cooperação multilateral para um futuro comum. Um futuro a ser construído hoje a partir dos princípios da liberdade e da diversidade.

A crise climática, a persistente desigualdade, a pandemia, o desafio democrático e o fracasso nos modelos de crescimento econômico demandam, como nunca, que o conceito de sustentabilidade seja compreendido e aplicado. Nosso futuro pode depender disso.  “O futuro necessita ser protegido da tendência de tê-lo todo de uma vez hoje, ou talvez não haja nada para o resto de nós amanhã” (Leonardo Quattrucci).

Esse é o desafio e o contexto de criação da PLATAFORMA NOSSO FUTURO COMUM, que o Instituto Humanitas/UFRN prepara e que será lançada brevemente. Com a participação de professores-pesquisadores do IH, pesquisadores do grupo Klimapolis (Alemanha-Brasil) e pesquisadores com larga participação em atividades da ONU, a Direção do IH instituiu uma coordenação para a elaboração do projeto e produção de um portal digital no qual estarão todas as iniciativas da Plataforma. Serão três os principais eixos do projeto: Nosso Futuro Comum como Programa de Ensino, Nosso Futuro Comum como Programa de Pesquisa e Nosso Futuro Comum como Projetos de Intervenção.

Necessitamos educação e investigação sem limites para o pensamento criativo e crítico e, ao mesmo tempo, comprometida com uma nova cadeia de valores. O conceito de sustentabilidade vem se desgastando com o tempo e necessitamos revigorá-lo, e em amplo sentido: não apenas na semântica econômica e desenvolvimentista com o qual foi majoritariamente capturado, mas, igualmente, numa perspectiva da habitabilidade do mundo do ponto de vista também da dignidade humana em suas esferas psíquicas, morais, políticas. Não se trata da sustentabilidade do desenvolvimento capitalista, nem dos sistemas de sociedade tal como existem, mas sustentabilidade da vida no planeta, sustentabilidade da dignidade da vida humana. A PLATAFORMA NOSSO FUTURO COMUM pode proporcionar este ambiente de renovação, de criação e libertação das amarras ideológicas que muitos ambientes estão imersos nos dias de hoje. Pensemos no passado e no presente com os olhos no futuro. O Nosso Futuro Comum é um determinante da nossa vida na nave Terra, e não importa onde estejamos.

Direção do Instituto Humanitas UFRN

Resultado Final – Seleção de Bolsista de Apoio Técnico

O Instituto Humanitas torna público o Resultado Final do Processo de Seleção de Bolsista de Apoio Técnico, com vistas a atuar como Desenvolvedor Web junto à Secretaria Administrativa desta Unidade.

1° Lugar – Daniel do Nascimento Gomes Candidato Selecionado
2° Lugar – Thauanny Kysy Ramos Pereira – Cadastro de Reserva
3° Lugar – Kaio Henrique de Sousa – Cadastro de Reserva

O Instituto Humanitas agradece o interesse e tempo disponibilizado pelos candidatos participantes da Seleção.